Um dos assuntos que sempre deu o que falar nas reuniões camárias, voltou a chamar a atenção. O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, assegurou que “comigo não há privatização dos transportes públicos”, afastando o cenário de entrega da operação do serviço rodoviário TuViana a privados. A garantia foi dada na última reunião do Executivo, em resposta a uma questão colocada pelo vereador do Chega, Eduardo Teixeira, sobre o futuro modelo de gestão do serviço.
Apesar de rejeitar a privatização, o autarca confirmou que o município está a preparar a criação de uma empresa municipal “há 12 anos”, desde que o agora presidente detinha a pasta da mobilidade, com o intuito de gerir os transportes urbanos e outros serviços da autarquia, um modelo que, segundo o edil “sempre esteve em cima da mesa”, embora tenha sido adiado por ser mais complexo de implementar durante o processo de internalização dos transportes, iniciado em setembro de 2025.
O autarca justificou que a Câmara Municipal optou, numa primeira fase, pela “solução mais rápida”, aproveitando a condição de autoridade de transportes, no entanto, no momento considera que a reorganização dos serviços municipais exige uma nova estrutura, capaz de responder às atuais necessidades do município.
O presidente procurou, também, esclarecer que uma empresa municipal, apesar de possuir personalidade jurídica e autonomia administrativa, continuará sob controlo da Câmara Municipal, recusando a ideia de que este modelo representa uma privatização do serviço.
Sobre o desempenho do TuViana, Luís Nobre fez um balanço positivo da operação, afirmando que a internalização trouxe benefícios financeiros para a autarquia e melhorias para a população. “A autarquia teve ganhos e lucrou e a vida dos vianenses foi melhorada”, declarou. No entanto, o edil não apresentou, nesta ocasião, dados financeiros ou indicadores concretos que sustentem essa avaliação.
Luís Nobre recordou apenas que o anterior operador, o grupo AVIC, solicitava uma compensação anual de cerca de 1,7 milhões de euros para assegurar o serviço, sugerindo que o modelo atualmente em vigor representa uma solução mais vantajosa para o município.
A criação da empresa municipal continua em fase de preparação, sem calendário definido para a sua concretização.
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