JUBIGO 2026: Jovens diocesanos de Viana do Castelo viveram uma semana de fé, partilha e missão

Era um dos eventos mais aguardados pelos jovens da Diocese de Viana do Castelo: o JUBIGO 2026. Superando as expectativas da organização, o encontro reuniu cerca de 150 participantes, proporcionando uma semana marcada pela fé, pelo convívio e por diversas atividades de aventura. O ambiente de alegria, partilha e espírito comunitário fez deste JUBIGO uma experiência memorável para todos os presentes.

Notícias de Viana
4 Ago. 2026 7 mins

O evento organizado pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) da Diocese de Viana do Castelo, em colaboração com os Arciprestados de Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura, procura proporciona um espaço de encontro com Cristo, de comunhão entre diferentes comunidades, de descoberta da alegria de viver a fé e de incentivo à participação ativa na vida da Igreja”, afirma Maria Luís Cambão, membro da equipa do SDPJ Viana. 

Além da dimensão espiritual e formativa, a iniciativa integra o JUBIGO Solidário, uma ação que pretende sensibilizar os participantes para as necessidades dos mais vulneráveis. “Esta experiência assume também uma dimensão solidária através do JUBIGO Solidário, que procura despertar nos jovens um olhar atento para as necessidades dos outros”, refere Maria Luís Cambão. Traduzindo-se na entrega de alimentos, por parte da famílias dos jovens que são, posteriormente, doados a famílias e instituições”.

Um programa pensado para os jovens 

Segundo o Pe. Jorge Esteves, Arcipreste de Vila Nova de Cerveira, todo o programa foi concebido em torno de um fio condutor que orientou as diferentes etapas do encontro. “Começámos com a palavra do acolhimento, depois passámos para a pergunta ‘Quem sou?’, seguindo-se ‘O que serei?’ e, por fim, ‘O que posso fazer?’. Procurámos que todas as atividades de cada dia estivessem ligadas a estas questões”, explicou. Para aprofundar esta reflexão, o sacerdote acrescentou que “cada jornada foi acompanhada por pequenas passagens bíblicas”, que ajudaram os jovens a enquadrar e interiorizar o tema proposto. 

Neste sentido, Sofia Sousa, também da equipa do SDPJ Viana, sustenta que “o JUBIGO assume-se como uma oportunidade de encontro: encontro com Cristo, com outros jovens e com uma comunidade que os acolhe”, referindo, ainda que, “a experiência mostra que os jovens continuam a procurar respostas profundas, espaços de partilha e momentos onde possam viver a fé de forma autêntica e alegre”. Nesse sentido, considera que “o JUBIGO procura precisamente oferecer esse ambiente, no qual cada jovem possa perceber que a Igreja não é apenas uma instituição, mas uma comunidade viva, feita de rostos, relações e caminhos partilhados”. 

Entre os participantes, o balanço da experiência foi amplamente positivo. Rodrigo Costa, de 18 anos, natural de Vila Nova de Cerveira, afirmou que o JUBIGO superou as suas expectativas: “as minhas expectativas não estavam baixas, mas este acampamento superou-as”, disse. O jovem destacou, ainda, o crescimento da iniciativa, sublinhando o aumento do número de participantes, frisando que “nos outros anos eram menos pessoas e este ano tivemos 150”.

Também Ana Martins, de 22 anos, deslocou-se de Ponte da Barca para voltar a participar no acampamento, motivada pelas experiências vividas em edições anteriores. Na sua opinião, a edição deste ano distinguiu-se pela diversidade e dinamismo das atividades. “Acho que este ano teve mais atividades pensadas nos jovens. Conseguiu ter mais dinamismo, atividades que nos envolveram mais e, por isso, quem veio este ano pela primeira vez, de certeza que vai querer voltar no próximo”, afirmou.  

“Os outros também foram muito bons acampamentos, não tenho queixa nenhuma, mas, ao nível das atividades, diverti-me mais neste. Tivemos passeios de barco, rapel e outras experiências muito interessantes que vieram melhorar ainda mais o nosso acampamento”, afirmou a jovem. 

Para a jovem o JUBIGO proporcionou-lhe uma ” revitalização da fé, até porque toda a gente tem momentos altos e baixos e, quando chego aqui, consigo renovar tudo isso”, acrescentando que “para os jovens o mais importante é a partilha de momentos e de experiências, podendo falar sobre a forma como vivemos a fé”.

Já o Pe. Joel Brito, Arcipreste de Paredes de Coura, sublinhou que o JUBIGO é muito mais do que um simples encontro de verão, sublinhado que “a Igreja de amanhã tem de ser com os jovens de hoje”, defendendo que experiências concretas de fé deixam marcas duradouras e contribuem para a construção de comunidades mais vivas. O padre acrescentou que o verdadeiro impacte do JUBIGO depende da “disponibilidade de cada participante para acolher e viver plenamente esta experiência”.

O JUBIGO como caminho para a Igreja do futuro 

O Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, reforçou a importância do JUBIGO enquanto projeto de futuro, recordando que a iniciativa nasceu do desejo de “congregar a juventude da Diocese, num acontecimento diocesano, que fosse o culminar de um ano de trabalho, de experiências e de encontros”.

Para o prelado, o JUBIGO está longe de ser um ponto de chegada. “Não é uma meta só, é essencialmente uma etapa que depois há de lançar para o futuro”, afirmou, sublinhando a necessidade de dar continuidade ao caminho iniciado durante o encontro.

D. João Lavrador destacou, ainda, o papel determinante dos jovens na renovação da Igreja e da sociedade, defendendo que “os grandes momentos de renovação partem dos jovens”, que são chamados a assumir um papel ativo na construção do futuro das comunidades cristãs.

Para Ana Martins, o JUBIGO responde à necessidade de criar espaços onde os jovens possam viver e partilhar a fé de forma natural, salientando que “muitas vezes a religião é esquecida”. “Na escola, por exemplo, quase não se fala disso e até existe alguma vergonha em abordar estes temas. Aqui não somos obrigados a falar, mas estamos num ambiente onde isso acontece naturalmente. Sinto que toda a gente é sincera e que ninguém tem medo de falar da sua fé. Isso é muito importante para os jovens, porque nos ajuda a lembrar quem é Deus na nossa vida e quem somos”, disse. 

A edição de 2026 registou uma participação recorde. Segundo Fábio Pires, membro do SDPJ Viana, este resultado reflete “o crescimento e a adesão que o JUBIGO tem vindo a conquistar” ao longo dos últimos anos. Com um programa renovado, centrado na formação espiritual, no convívio e na vida comunitária, o JUBIGO 2026 voltou a afirmar-se como um dos principais encontros juvenis da Diocese de Viana do Castelo.

Mais do que um fim de semana de atividades, a atividade deixou o desafio de que cada um deva continuar a viver a fé no quotidiano e de assumir um papel ativo na construção da Igreja e da sociedade. “O crescimento do JUBIGO mostra que existe nos jovens uma procura por experiências de fraternidade, espiritualidade e pertença”, realçou Fábio Pires.

JUBIGOfest marca a nova etapa do projeto 

No próximo ano, Caminha e Viana do Castelo são os Arciprestados anfitriões do JUBIGO, acolhendo o culminar de uma caminhada que já percorreu os outros oito Arciprestados do Alto Minho. Mas o SDPJ Viana garante que não é o fim do JUBIGO. A diretora do SDPJ Viana, Vera Lúcia Fernandes, sublinha que “o Acampamento Juvenil Diocesano JUBIGO, com o subtema «Juventude a caminho do Jubileu Diocesano», culminará precisamente no ano em que celebramos o Jubileu Diocesano.

Concluída essa etapa, o JUBIGO continuará a realizar-se, assumindo uma nova identidade no ano de 2028: JUBIGOfest, com o novo subtema «Juventude em Festa»”. Apresentando-se, assim como, “uma juventude em festa que, movida pela alegria pascal de quem encontrou Cristo vivo, parte em missão”, acrescentou a diretora do secretariado, a fim de dar continuidade a esta missão.  

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