Caminha investe na melhoria do cais para aumentar eficácia das operações de salvamento. Empreitada já arrancou

As obras de desassoreamento junto à plataforma de atracação da Polícia Marítima, na foz do rio Minho, em Caminha, já arrancaram e deverão estar concluídas até ao final de outubro. A intervenção, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pretende melhorar as condições operacionais dos meios de socorro.

Notícias de Viana
7 Ago. 2026 3 mins

A empreitada, com uma duração prevista de três meses e um investimento de cerca de 170 mil euros, inclui a remoção de aproximadamente dois mil metros cúbicos de areia acumulada na zona. Segundo o presidente da APA, José Pimenta Machado, “o cais vai também ser prolongado mais para a frente, seis a sete metros, até ficar mais afastado da margem, minimizando as condições de ficar assoreado”.

Em maio, na assinatura do protocolo, a autarquia anunciou, em comunicado, que assumiria “uma comparticipação financeira correspondente a até 50% do valor da empreitada, até ao limite de 196.800 euros, incluindo IVA”. 

De acordo com o comandante da Polícia Marítima de Caminha e capitão do porto, Fernando Vieira Pereira, a intervenção permitirá aumentar a rapidez e a eficácia das operações de emergência, sobretudo com a entrada em funcionamento da Estação Salva-Vidas (ESV) de Caminha, prevista para início do outono.

“Com as condições com que está neste momento o cais, há condicionantes à utilização dos meios de socorro. Não o impede o socorro, nunca esteve em causa aqui a segurança e a prestação de socorro. No entanto, condiciona e dificulta um pouco mais o empenhamento dos meios”, esclareceu o também capitão do porto de Caminha.

Para Fernando Vieira Pereira com a conclusão da obra, a embarcação da ESV poderá permanecer atracada no cais, dispensando a atual solução de manter os meios fundeados ao largo e recorrer a uma embarcação de menor dimensão para o acesso.

Na época da assinatura do Protocolo, em maio, o diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, Nuno Chaves Ferreira, anunciou que, a partir do próximo mês de novembro, a capacidade de resposta no concelho será reforçada com a entrada em funcionamento da ESV. Na ocasião, afirmou que “aquilo que era uma resposta mais imediata, assegurada pela Polícia Marítima, vai passar a ser sempre assegurada pela ESV “. A estação contará com uma equipa de quatro elementos, cuja constituição deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2027.

Na mesma ocasião, o responsável destacou que a intervenção no pontão permitirá aos meios de socorro atuar com maior prontidão do que atualmente, uma vez que as embarcações deixarão de estar fundeadas ao largo. Considerou, por isso, que a obra representa “um passo decisivo para tornar Caminha mais segura e resiliente”.

Meses antes, em janeiro, Liliana Silva, autarca de Caminha esclarecia que a iniciativa “já estava a ser trabalhada para existir no concelho, graças à forte dedicação do Capitão do Porto de Mar”, considerando a petição “extemporânea”.

A nova Estação Salva-Vidas, aquando da sua operacionalidade, reforçará a capacidade de resposta na faixa costeira entre Vila Praia de Âncora e a foz do rio Minho, bem como em todo o troço internacional do rio Minho até Valença.

c/Lusa

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