Caminha: Escola de Vilar de Mouros, que estava em risco de encerrar, não vai fechar

Foi em meados de julho que a possibilidade de encerramento do Jardim de Infância (JI) de Vilar de Mouros, no concelho de Caminha, gerou preocupação entre os pais e a comunidade local. Em causa estava a falta de crianças inscritas para o próximo ano letivo, situação que colocava em risco a continuidade da valência de pré-escolar.

Notícias de Viana
5 Ago. 2026 3 mins
Falar de Escola é Falar de Educação. O que não percebemos ainda?!

Na altura, a Câmara Municipal de Caminha assegurou que não tinha qualquer indicação de que o encerramento fosse avançar. A vereadora da Educação, Ana Rocha, considerou que a situação estava a gerar “um alarmismo infundado” e afirmou que os pais foram “precipitados”, defendendo que “não foi uma decisão unilateral nem do Ministério da Educação, nem do agrupamento, que, como é óbvio, segue as orientações do Ministério da Educação”.

A possibilidade de encerramento motivou a mobilização da comunidade, que lançou um apelo à inscrição de mais crianças para garantir a continuidade do Jardim de Infância e, consequentemente, da Escola de Vilar de Mouros.

Entretanto, a Câmara Municipal de Caminha anunciou que o Jardim de Infância de Vilar de Mouros vai manter-se em funcionamento no próximo ano letivo. A confirmação surgiu através de um comunicado emitido pela autarquia, na sequência da informação prestada pela Direção do Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha, que deu conta de que “vão manter-se em funcionamento todas as escolas do Agrupamento de Escolas do Concelho de Caminha”, incluindo o Jardim de Infância de Vilar de Mouros.

Segundo o município, esta decisão “reforça o compromisso com um modelo de ensino público de proximidade e a defesa das comunidades locais”.

No mesmo comunicado, a autarquia sublinha que “a aprovação da totalidade das turmas representa um importante sinal de estabilidade para a comunidade educativa e garante a continuidade da oferta educativa em todas as freguesias do concelho”. Acrescentando, ainda que, a decisão vai ao encontro da posição que o Município de Caminha tem vindo a defender, reiterando “a importância da manutenção das escolas e das turmas do pré-escolar e do 1.º Ciclo, mesmo nos estabelecimentos com menor número de alunos”.

Para a vereadora, Ana Rocha, a manutenção das turmas de proximidade constitui uma “opção estratégica, pedagógica e social, que coloca as crianças e as famílias no centro das decisões”.

A responsável destaca que a preservação das escolas de proximidade traz benefícios essenciais para a comunidade, ao desempenharem “um papel fundamental no bem-estar das crianças e das famílias”, evitando deslocações mais longas e promovendo uma maior participação dos encarregados de educação na vida escolar. A manutenção da rede educativa nas freguesias contribui para a coesão territorial, para a fixação de população e para o combate à desertificação dos territórios de menor dimensão”, é outro benefício essencial, sublinha a vereadora.

Para além dos benefícios, Ana Rocha, sustenta que “não se pode reduzir a educação a meras contas de custos e benefícios imediatos”, sublinhando que “a educação é um investimento de longo prazo na coesão social, no desenvolvimento humano e na vitalidade do nosso território e, por isso, a escola perto de casa não é um luxo e sim um direito”.

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