O Alto Minho enfrentou, no início de julho, uma das ondas de calor mais intensas das últimas décadas, com temperaturas recorde, medidas de emergência no terreno e novos alertas para os efeitos das alterações climáticas na região.
Ao longo de vários dias consecutivos, os termómetros ultrapassaram largamente os valores habituais para esta zona do país. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Monção atingiu os 43 graus, estabelecendo um novo máximo histórico, enquanto a cidade de Viana do Castelo registou 39,9 graus, um valor considerado excecional para um concelho litoral e muito acima da média para a época.
Para os meteorologistas, “a intensidade desta onda de calor resultou da combinação de uma massa de ar extremamente quente proveniente do Norte de África com a persistência de um anticiclone sobre a Península Ibérica”, criando condições para vários dias seguidos de temperaturas elevadas. A reduzida humidade do ar e a ausência de precipitação agravaram o cenário, aumentando o risco de incêndio rural e os impactes na saúde pública.
Perante o agravamento das condições, os municípios do Alto Minho ativaram planos de contingência e reforçaram a resposta à população. Em Viana do Castelo, a autarquia disponibilizou espaços climatizados para servir de refúgio durante os períodos de maior calor e preparou uma estrutura de acolh
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