O Alto Minho volta a destacar-se no panorama nacional ao manter-se entre as sub-regiões NUTS III com um Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) superior à média nacional, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2024.
O ISDR é um indicador anual que analisa o desenvolvimento das regiões NUTS III do país, tendo por base três dimensões: competitividade, coesão e qualidade ambiental. O indicador tem como objetivo a “disponibilização, numa base regular, de resultados que permitam acompanhar as assimetrias regionais nas diversas vertentes do desenvolvimento regional e apoiar a análise de contexto das políticas públicas territorializadas ou com impactos territoriais diferenciados”, lê-se no site do INE.
Num universo de 26 sub-regiões NUTS III, apenas cinco registaram, em 2024, um desempenho global acima da média nacional: o Alto Minho, a Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto, a Região de Coimbra e a Região de Aveiro.
Com 94,70 pontos, o Alto Minho mantém-se, contudo, abaixo da média nacional, fixada nos 100 pontos. O resultado representa uma subida de 0,21 pontos face a 2023, quando a sub-região registou 94,49 pontos.
Na dimensão da coesão, o Alto Minho registou 101,58 pontos, integrando o grupo das nove sub-regiões acima da média nacional. Apesar de representar um ligeiro decréscimo face à edição anterior, o resultado mantém a região acima da referência nacional e evidencia a continuidade de um desempenho positivo nesta dimensão.
A qualidade ambiental continua a ser a dimensão em que o Alto Minho apresenta o melhor desempenho, com 105,71 pontos, a região posiciona-se acima da média nacional, consolidando uma tendência positiva já observada em anos anteriores. Já a competitividade permanece como o principal desafio para o Alto Minho, continuando abaixo da média nacional nesta dimensão, à semelhança de outras regiões.
Em 2024, apenas a Grande Lisboa, com 116,69 pontos, a Região de Aveiro, com 106,84 pontos, e a Área Metropolitana do Porto, com 106,64 pontos, apresentaram valores superiores à média nacional neste indicador, evidenciando a persistência das assimetrias territoriais em matéria de competitividade.
Os resultados divulgados reforçam, assim, o “posicionamento do Alto Minho como um território com níveis positivos de coesão e qualidade ambiental, mantendo-se o reforço da competitividade económica como um dos principais desafios para a região”, reforça a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho).
Para a CIM Alto Minho, estes indicadores constituem “um importante instrumento de monitorização do desenvolvimento regional e reforçam a importância de continuar a promover políticas e projetos que valorizem os recursos do território, promovam a inovação, reforcem a competitividade das empresas”.
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