UNIPVC recupera procura e regista, na 1.ª fase de colocações, a segunda melhor taxa de ocupação dos últimos três anos

Foram divulgados, recentemente, os resultados da 1.ª fase do acesso ao ensino superior ao ano letivo 26/27. Num ano marcado por vários problemas no processo de correção dos exames nacionais, em todo o país 49.991 estudantes conseguiram colocação numa instituição pública, mais 13,9% do que em 2025. Na Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC) o panorama é semelhante, entraram mais 146 caloiros na 1ª fase, comparativamente ao ano escolar 25/26.

Notícias de Viana
26 Ago. 2026 4 mins

Este ano, a UNIPVC disponibilizou 960 vagas, das quais 717 foram ocupadas, traduzindo-se numa taxa de ocupação de 74,7%. O resultado representa o segundo melhor registo dos últimos três anos, evidenciando uma recuperação significativa face ao ano anterior. Em 2025, no arranque das inscrições para a 1.ª fase, a instituição tinha colocado a concurso 1.079 vagas, mas apenas 571 foram preenchidas, correspondendo a uma taxa de ocupação de 52,9%. O cenário tinha sido substancialmente mais favorável em 2024. Nesse ano, das 1.028 vagas inicialmente disponibilizadas, 810 foram ocupadas, elevando a taxa de ocupação para 79,8%, um valor próximo dos 80%. 

Os números revelam, assim, uma trajetória de recuperação da procura pela UNIPVC: depois da quebra registada em 2025, a instituição volta a aproximar-se dos níveis de ocupação verificados em 2024.

Segundo os dados do Concurso Nacional de Acesso (CNA) deste ano, 88,4% das vagas disponíveis a nível nacional já foram preenchidas, correspondendo à entrada de cerca de 50 mil novos estudantes nas universidades e politécnicos portugueses, sendo o valor mais elevado dos últimos cinco anos.

Apesar do aumento da procura, ficaram por preencher 6.639 vagas para a 2.ª fase, menos 42,3% do que no ano passado. As candidaturas à 2.ª fase abriram no dia 24 de agosto e decorrem até 20 de setembro. A divulgação dos resultados está prevista para 30 de setembro.

A concretização da 1.ª opção de candidatura continua a representar uma das principais expectativas dos estudantes no acesso ao ensino superior. A nível nacional, mais de metade dos candidatos viu essa preferência concretizada, com cerca de 27 mil alunos colocados na sua primeira escolha, correspondendo a 53,6% do total. Na UNIPVC, embora o valor seja ligeiramente inferior à média nacional, 45,2% dos estudantes conseguiram ingressar no curso que tinham colocado como 1.ª opção, o equivalente a aproximadamente 324 novos alunos. 

De acordo com os dados disponibilizados pela instituição de ensino superior do Alto Minho, em 2025, a UNIPVC contava com 6474 estudantes matriculados, distribuídos por 90 cursos e pelas suas seis escolas: a Escola Superior de Educação (ESE), a Escola Superior Agrária (ESA), a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), a Escola Superior de Saúde (ESS), a Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) e a Escola Superior de Desporto e Lazer (ESDL). 

Na 1.ª fase de candidaturas, os cursos com as médias de entrada mais elevadas nas seis escolas da UNIPVC já não dispõem de vagas para a 2.ª fase. Na ESE, o curso de Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas registou uma média de entrada de 14,5 valores. Na ESA, o último colocado em Enfermagem Veterinária entrou com 13,5 valores, enquanto, na ESTG, o curso de Gestão apresentou uma média de 15,5 valores. Na ESS, Fisioterapia destacou-se como o curso com a média de entrada mais elevada de toda a UNIPVC, com 16,3 valores. Já na ESCE, o último colocado em Marketing e Comunicação Empresariais entrou com 13 valores. Na ESDL, única formação da escola, o curso de Desporto e Lazer registou uma média de entrada de 11 valores.

Contudo, há também uma situação que merece especial destaque: o curso de Engenharia do Ambiente e Geoinformática, apesar de disponibilizar 15 vagas, não registou qualquer colocação na 1.ª fase.

Para o reitor da UNIPVC, Carlos Rodrigues, este momento assume um significado particularmente relevante. O responsável considera a instituição “naturalmente satisfeita”, não só pelo “crescimento do número de estudantes colocados e pelo aumento significativo da taxa de preenchimento das vagas, mas, sobretudo, pelo facto de estes resultados traduzirem um reforço da confiança dos estudantes na UNIPVC”.

Em comunicado, o reitor da UNIPVC salientou ainda que “são já centenas os estudantes que colocam cursos da nossa Universidade no topo das suas preferências e que conseguem concretizar essa escolha”, acrescentando que este resultado demonstra que “o trabalho desenvolvido pelas nossas Escolas, pelos docentes, investigadores, técnicos e por toda a comunidade está a ser reconhecido por quem tem de tomar uma das decisões mais importantes desta fase da vida”.

“A nossa prioridade é corresponder à confiança de quem escolheu a UNIPVC e, ao mesmo tempo, acolher e acompanhar todos os estudantes que agora chegam até nós, independentemente da posição em que colocaram o curso na candidatura”, sublinhou o reitor, reforçando, ainda, o compromisso da instituição com uma formação assente na “qualidade, proximidade, exigência, oportunidades e espaço para construírem o seu próprio caminho”.

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