Padroeira da Diocese de Viana do Castelo: D. João Lavrador destaca Assunção da Virgem Santa Maria como modelo de vida e de santidade

A Diocese de Viana do Castelo celebrou, no dia 15 de agosto, a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, sua Padroeira. A Eucaristia foi presidida por D. João Lavrador, Bispo diocesano, que apresentou Maria como modelo de santidade e sinal da «Humanidade Nova» que Deus quer realizar.

Notícias de Viana
17 Ago. 2026 3 mins

Na abertura da celebração, D. João Lavrador recordou a missão de Maria na vida dos cristãos e da comunidade diocesana, convidando os fiéis a aproximarem-se de Nossa Senhora para chegarem a Cristo. Ao falar da Padroeira, destacou também o papel dos padroeiros na vida das comunidades: “Por um lado, caminham connosco, são protetores na vida da comunidade, mas ao mesmo tempo são desafiadores e interpoladores para encaminhar-nos à Santidade. E em Maria temos aqui a virtude de toda a Santidade”.

Na homilia, o Bispo refletiu sobre o mistério da Assunção e sobre a presença de Maria na história da salvação. A maternidade de Nossa Senhora, afirmou, não se limita à sua relação com Jesus, permanecendo também na vida da Igreja como presença que gera vida: “É curioso que Nossa Senhora, criatura, naturalmente com a vocação especialíssima, única, de ser a mãe do próprio Filho de Deus, ela provoca na comunidade cristã da Igreja, ela provoca na própria humanidade o sentido excelso desta maternidade que gera vida”,

A reflexão de D. João Lavrador trouxe também para o centro da celebração a realidade do mundo atual. Perante “tantas perseguições” e “tanta desumanidade”, o Bispo apontou para Cristo como aquele que traz à humanidade a salvação e a libertação.

É neste contexto que apresentou Maria glorificada como imagem daquilo que a humanidade é chamada a ser. “Maria glorificada, Maria na sua Ascensão, é a humanidade”, afirmou, ligando o mistério celebrado ao compromisso concreto dos cristãos na construção de uma humanidade nova.

Para D. João Lavrador, essa transformação exige o envolvimento de cada cristão. A humanidade nova “exige o nosso esforço, exige o nosso acolhimento nesta casa divina, exige uma participação ativa e um testemunho coerente do Evangelho de Jesus Cristo no mundo em que vivemos”.

No final da homilia, o Bispo pediu a intercessão de Nossa Senhora para que a comunidade cristã assuma esta missão no quotidiano, sendo testemunha de Cristo através da sua vida: “Sermos testemunhas, como Igreja, como Comunidade, cada um pessoalmente, através das tarefas do dia a dia, deste Reino Novo, que Jesus Cristo quer instalar no mundo em que vivemos”.

A celebração da Padroeira da Diocese assumiu, assim, uma dimensão de esperança e de compromisso: olhando para Maria glorificada, a comunidade cristã é chamada a reconhecer a vida nova oferecida por Cristo e a torná-la presente no mundo através do seu testemunho.

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