A Guarda Nacional Republicana teve mais de 1300 militares envolvidos em missões e representações internacionais em 2025, reforçando a participação portuguesa em operações de segurança, controlo de fronteiras e cooperação policial no espaço europeu.
Os dados foram divulgados pela própria GNR no âmbito das comemorações do Dia da Europa e refletem o crescente envolvimento da Guarda em missões da União Europeia, da NATO e de cooperação internacional, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, pressão migratória nas fronteiras externas da UE e ameaças transnacionais ligadas ao terrorismo e crime organizado.
Segundo a Guarda, os militares portugueses estiveram envolvidos em operações e programas internacionais em vários pontos do globo, incluindo Kosovo, Ucrânia, Golfo da Guiné, Sahel e Moçambique.
No Kosovo, a participação decorre através da missão EULEX Kosovo, dedicada ao reforço do Estado de Direito e apoio às autoridades locais. Já na Ucrânia, Portugal integra a missão EUAM Ukraine, tendo a GNR enviado equipas especializadas para formação em medicina tática de forças ucranianas.
Em África, a Guarda participa em programas ligados à estabilização e combate ao terrorismo, incluindo iniciativas no Sahel e a missão europeia de apoio em Moçambique, centrada na região de Cabo Delgado.
A dimensão internacional da GNR tem vindo a crescer nos últimos anos, acompanhando também o reforço da cooperação policial europeia. A Guarda mantém presença permanente em organismos como a EUROPOL e a FRONTEX, além de integrar redes operacionais ligadas à segurança rodoviária, combate ao terrorismo e vigilância de fronteiras.
No comunicado divulgado, a instituição sublinha que a proteção das fronteiras externas da União Europeia “é uma condição essencial para a liberdade no espaço Schengen”, destacando o papel da GNR em mecanismos europeus de vigilância costeira e gestão de fluxos migratórios.
A Guarda refere ainda que esta projeção internacional integra a chamada “Estratégia Guarda 2030”, que procura reforçar a capacidade da instituição em missões híbridas de segurança e defesa.
A participação da GNR em missões internacionais remonta à década de 1990, com operações nos Balcãs, Timor-Leste, Iraque e Afeganistão. Segundo informação institucional da própria Guarda, a força portuguesa tem vindo a assumir funções em missões de paz, gestão civil de crises e cooperação policial europeia desde 1995.
Além da vertente internacional, a GNR continua a assegurar operações de grande dimensão em território nacional. Só para o Vodafone Rally de Portugal 2026, a Guarda mobilizou mais de 3000 militares em ações de segurança e controlo rodoviário.
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