O Chega questionou o Governo sobre os vestígios arqueológicos encontrados no terreno do antigo Prédio Coutinho, em Viana do Castelo, onde está prevista a construção do novo Mercado Municipal da cidade.
Numa pergunta dirigida à Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o deputado do Chega e vereador eleito em Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, pede esclarecimentos sobre o acompanhamento das escavações arqueológicas em curso, eventuais pareceres das entidades competentes e possíveis condicionantes impostas à obra.
No documento entregue na Assembleia da República, os deputados questionam sobre que garantias existem “de que a construção do novo Mercado Municipal será compatibilizada com os adequados proteção, estudo e valorização do património arqueológico eventualmente existente no local”.
O partido pergunta, ainda, se a continuidade da obra “foi objeto de parecer formal por parte das entidades competentes em matéria de património cultural”.
Os trabalhos arqueológicos, realizados no âmbito da empreitada do futuro mercado municipal e do parque de estacionamento subterrâneo, têm revelado vestígios associados ao antigo Convento de São Bento e a estruturas relacionadas com o antigo mercado da cidade, alguns com cerca de cinco séculos.
Na pergunta enviada ao Governo, o Chega questiona, ainda, se os vestígios foram objeto de avaliação técnica, se existem condicionantes patrimoniais impostas à obra e se está prevista alguma forma de preservação “in situ”, musealização ou integração patrimonial dos achados.
O projeto do novo Mercado Municipal de Viana do Castelo representa um investimento estimado em 13,3 milhões de euros.
Durante uma visita técnica ao local realizada esta semana, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, afirmou que os trabalhos decorrem com “rigor técnico e científico” e defendeu a opção pela “preservação, por registo”, dos vestígios identificados.
Segundo o autarca, as estruturas serão documentadas e removidas, permitindo o avanço da obra sem alterações ao projeto do novo mercado municipal.
Luís Nobre adiantou, ainda, que a igreja e os claustros do antigo Convento de São Bento permanecem “ocultos”, defendendo que deverão ser tornados acessíveis à visitação pública, num processo que, disse, terá de envolver a Paróquia e a Direção-Geral do Património Cultural.
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