Há alguns anos que a direção do Colégio do Minho organiza as Jornadas Pedagógicas, iniciativa que procura fortalecer e desenvolver as competências dos docentes da instituição de ensino. Os temas variam de ano para ano, assegurando que são abordados temas pertinentes e atuais que, na maioria das vezes, são preocupações para os professores.
O evento já arrancou e conta com mais dois dias de palestras, formações e dinâmicas, entre oradores, professores e funcionários da instituição, até o dia 23. O convidado, Pedro Gil, consultor de comunicação e nome influente no uso da comunicação para gerir uma crise institucional, abriu o leque de oradores, que conta ainda com o Pe. Renato Oliveira, o Pe. José Frazão e o Pe. Manuel Cardoso.
O consultor de comunicação abordou diversos fatores no decorrer da sua intervenção que procuram ir ao encontro com algumas situações que podem ocorrer ou já ocorreram no Colégio do Minho, tal como aconteceu com os Exames Nacionais. “De que forma é que deve ser comunicada esta situação? Quais precauções são necessárias a tomar? A quem devo dirigir-me?”, são algumas das questões que o orador considera pertinentes ter em conta em detrimento da situação vivida.
“Quase todas as instituições passam momentos difíceis na sua vida, sobretudo aqueles em que têm um problema ou se julga que existe um problema, e a população e os meios de comunicação focam o seu interesse. E, em pouco tempo, a instituição é colocada sob suspeita e vai ter que se justificar, portanto, a crise de comunicação é essa situação em que, subitamente, de uma forma muito elevada, há um interesse enorme por esclarecer problemas que não estão nada clarificados”, acrescentou Pedro Gil.
Dividida em quatro partes, a intervenção contou ainda, com outros três momentos: a ideia de como se ensina numa escola católica, em que “não se pode ensinar somente os valores úteis para a vida, mas dar a conhecer o próprio Deus”; as relações interpessoais no sentido em que “a arte de saber ouvir, a arte de saber perdoar, a arte de saber comunicar notícias difíceis e a arte de falar com pessoas que tenham passado por um trauma”; e como aprender a conviver com a Inteligência Artificial, sabendo que veio para ficar.
O diretor do Colégio do Minho, Ricardo Sousa, garante que o grande objetivo deste projeto consiste em “proporcionar mais formação ao pessoal docente”, com o intuito de “construir uma escola em que haja mais coordenação e interligação entre os professores”.
Outro aspeto apontado pelo responsável consiste na ideia de que as jornadas permitem a “criação de um elo e a partilha de experiências” por parte de professores de diferentes ciclos de ensino.
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