Na reunião em que foram aprovados diversos projetos apresentados pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Executivo municipal aprovou, por unanimidade, um investimento de quase um milhão de euros destinado aos trabalhos de pavimentação e conservação da rede rodoviária do concelho.
Segundo a autarquia, a intervenção justifica-se pelo “estado de degradação progressiva de diversos pavimentos”, nos quais se verificam “situações de desgaste acentuado e perda de capacidade estrutural, com impacte nas condições de segurança e conforto da circulação rodoviária”.
A empreitada tem como objetivo reabilitar os troços mais degradados da rede rodoviária municipal, melhorando as condições de circulação e reforçando a segurança dos condutores e peões.
Apesar da aprovação por unanimidade, o projeto motivou debate entre PSD e Chega durante o período da Ordem do Dia. Os dois partidos, que em maio tinham adotado posições diferentes, optando pela abstenção, votaram, desta vez, favoravelmente a proposta, mas aproveitaram a discussão para trocar argumentos sobre a estratégia da autarquia face a este assunto.
O Vereador do PSD, André Lousinha, apontou uma “incongruência” entre o relatório e a minuta apresentados pela autarquia, considerando que “muitas obras não são explícitas”. O social-democrata criticou, ainda, o prazo de 10 dias fixado para a apresentação de propostas ao concurso, defendendo o seu alargamento para permitir uma maior participação de empresas.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, explicou que as empreitadas integram uma “bolsa” criada pelo Departamento de Conservação para realizar intervenções de reparação rápida nas estradas, nomeadamente para “tapar buracos”. Por esse motivo, o autarca afirmou não existir a necessidade de apresentar um nível de detalhe mais elevado, tratando-se de “um processo simples e rápido”.
Também o deputado do Chega, Eduardo Teixeira, votou favoravelmente a proposta, mas apelou a que seja dada “especial” atenção ao estado de conservação de determinadas estradas.
Nas redes sociais da autarquia é possível ler-se em diversas publicações o descontentamento da população face a este assunto. “É ver se ainda ficam uns euros para arranjarem as ruas de Darque”, escreve uma cidadã, outra diz, ainda, que os números apontados “significam uma absoluta ausência de planeamento urbanístico e para testar esta imprudência basta olhar sobretudo para as freguesias, com Santa Marta de Portuzelo no pódio”. Sendo assim reforçada a ideia que a situação das estradas é um problema geral no município.
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