Ponte de Lima: Qualidade do ar da EB de Freixo revela níveis acima dos limites europeus para 2030

A qualidade do ar junto à Escola Básica de Freixo, em Ponte de Lima, registou, em alguns períodos, apresenta concentrações de poluentes acima dos valores mais restritivos previstos na legislação europeia para 2030. Os dados são do projeto “Respirar Fundo”, promovido pela Associação Bora Ambientar, que desde setembro de 2025 acompanha a qualidade do ar junto a 13 escolas do Ensino Básico e Secundário em diferentes regiões do país.

Notícias de Viana
9 Set. 2026 2 mins

A escola de Freixo integrou esta rede de monitorização, através de uma estação portátil instalada nas proximidades do estabelecimento de ensino. O equipamento acompanhou as concentrações de partículas PM10 e PM2.5, dióxido de azoto (NO₂) e ozono troposférico (O₃).

Os relatórios elaborados pelo Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE), da NOVA Faculdade de Ciências e Tecnologias, mostram que, nas escolas analisadas, as concentrações de PM10, PM2.5 e NO₂ tendem a aumentar nas horas de maior movimento rodoviário, sobretudo durante a manhã e ao final da tarde.

Na EB de Freixo, foram registados episódios em que as concentrações de PM10 e PM2.5 ultrapassaram os valores-limite atualmente em vigor. Estes picos poderão estar relacionados com fatores externos à atividade da escola, como o recurso a sistemas de aquecimento a biomassa, queimadas ou a presença de poeiras.

A monitorização revelou, ainda, diferenças entre os valores registados junto às escolas e os dados das estações oficiais de qualidade do ar, embora a evolução das concentrações seja semelhante, os níveis medidos podem ser diferentes.

Para a Associação Bora Ambientar, estes resultados mostram a necessidade de “reforçar a monitorização em locais de maior proximidade às populações, sobretudo em espaços frequentados por crianças e jovens”.

Ao longo do projeto, cerca de 1500 alunos e mais de 250 docentes participaram nas atividades, que juntaram a monitorização da qualidade do ar a ações educativas nas áreas de Geografia, Ciências Naturais e Físico-Química.

A iniciativa vai prosseguir a partir de outubro com o “Respirar+Fundo”, que prevê a entrada de escolas de outras regiões do país. O novo projeto contará com o envolvimento das autarquias e deverá incluir novas ações de educação ambiental e a criação de clubes meteorológicos nas escolas.

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