Viana do Castelo: Marca Viana chega ao mercado após atrasos, com oposição a exigir maior envolvimento do comércio local

A linha de merchandising da Marca Viana já se encontra disponível para venda nos Museus do Traje e de Artes Decorativas, depois de um processo que se prolongou para além do calendário inicialmente previsto pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. A coleção, criada pela jovem designer Dânia Cerqueira Amorim, de 24 anos, natural de Perre e formada em Design de Comunicação, pretende transformar alguns dos elementos identitários da cidade em objetos de uso quotidiano, aproximando a marca de quem vive e de quem visita Viana do Castelo.

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3 Set. 2026 3 mins

A disponibilização das peças acontece depois de vários constrangimentos nos procedimentos de contratação pública, que acabaram por adiar a chegada dos produtos ao mercado. A 18 de agosto, em reunião de Câmara, Carlota Borges, vereadora com competências nas áreas da Coesão Social, Habitação, Juventude e Serviços Urbanos, explicava o motivo pelo qual o lançamento ainda não tinha acontecido. “O nosso objetivo era o material estar disponível desde o início do verão. Porque que não está? Porque tivemos vários procedimentos de contratação pública que atrasaram bastante”, justificava.

A autarca esclareceu, ainda, que a produção só ficou efetivamente concluída depois de ultrapassadas várias etapas relacionadas com a definição dos materiais, cores, testes e restantes procedimentos necessários à concretização da linha.

A confirmação da Câmara surge depois de o município ter promovido um Concurso de Design do merchandising da Marca Viana, procurando envolver os jovens nos processos criativos relacionados com a identidade da cidade. A iniciativa nasceu da intenção de aproximar a juventude dos processos de decisão e, simultaneamente, de dar espaço aos jovens artistas para intervirem na forma como a história, a cultura e os símbolos de Viana do Castelo são apresentados.

Em comunicado a autarquia descreve que “a proposta vencedora assenta numa identidade gráfica pensada para convidar todos os que veem e sentem Viana do Castelo como a cidade que fica no coração”, acrescentando que “a linha de merchandising foi desenvolvida sobre um olhar contemporâneo, mas sem se desvincular da identidade que lhe está associada”.

A coleção inclui peças em tons de vermelho, preto e creme, das quais se destacam camisolas com capuz, aventais, canecas, esferográficas, ímanes, sacos-mochila em bombazina e t-shirts unissexo.

Na época da reunião camarária, a estratégia de distribuição e o próprio potencial económico da iniciativa suscitaram discussão política. A oposição defendeu que uma marca desta natureza deveria ultrapassar os espaços municipais e envolver de forma mais efetiva o tecido económico da cidade. “Se queremos que esta seja uma verdadeira marca de Viana, devemos envolver a cidade e o seu tecido económico na divulgação, aumentar, simultaneamente, os pontos de venda”, apontou a bancada do PSD.

Em resposta, a vereadora destacou que, “para que seja mais rápido, inicialmente, será colocada à venda nos espaços municipais, mas pretendendo colocar nas lojas das cidades”, adiantou Carlota Borges, apontando para um futuro alargamento da comercialização ao comércio local.

A autarca fez, ainda, questão de distinguir a nova linha de merchandising da identidade institucional do município. “Isto não vai mexer na marca do município. Não tem nada a ver com isso”, esclareceu, acrescentando que “isto é, apenas, a criação de um merchandising do município que não existia até ao momento, para comercialização”.

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