O Alto Minho perdeu 1.918 alunos entre os anos letivos de 2015/16 e 2022/23, passando de 34.469 para 32.551 estudantes, o que corresponde a uma redução de 5,6%. A tendência acompanha a evolução registada no conjunto da região Norte, embora de forma menos acentuada, uma vez que, no mesmo período, o número de alunos matriculados no Norte diminuiu 8,6%, passando de 574.722 para 525.212.
Os dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência mostram, assim, uma redução do número de alunos nas duas regiões, num período marcado pela diminuição da população escolar, mas revelam também uma maior resistência do Alto Minho face à tendência regional.
No território alto-minhoto, a evolução não foi igual em todos os níveis de ensino. O 2.º ciclo foi aquele que registou a maior quebra percentual, com o número de alunos a passar de 4.589, em 2015/16, para 3.992, em 2022/23, menos 597 estudantes, o equivalente a uma redução de 13%. Também o 3.º ciclo registou uma diminuição significativa, passando de 7.496 para 6.784 alunos, menos 712 estudantes, numa quebra de 9,5%. No 1.º ciclo, a redução foi de 4,5%, com o número de alunos a passar de 7.954 para 7.597, enquanto no ensino secundário a descida foi de 5,3%, de 9.241 para 8.750 alunos.
A principal exceção no Alto Minho verificou-se no ensino pré-escolar, que contrariou a tendência de redução observada nos restantes níveis de ensino. Em 2015/16 estavam matriculadas 5.189 crianças, número que aumentou para 5.428 em 2022/23, representando um crescimento de 239 alunos, ou 4,6%. Esta evolução distingue-se da registada no conjunto da região Norte, onde o número de crianças no pré-escolar permaneceu praticamente estável durante o mesmo período, passando de 87.772 para 87.645, uma redução de apenas 127 crianças.
No Norte, a redução foi particularmente expressiva nos níveis correspondentes ao ensino básico. O 2.º ciclo passou de 78.055 alunos em 2015/16 para 67.053 em 2022/23, uma quebra de 14,1%, enquanto o 3.º ciclo diminuiu de 132.625 para 114.634, menos 17.991 alunos, correspondentes a uma redução de 13,6%. Já o 1.º ciclo registou uma diminuição de 10,4%, passando de 136.464 para 122.204 estudantes. No ensino secundário, a quebra foi mais moderada, de 4,4%, com o número de alunos a passar de 139.806 para 133.676.
Apesar da diminuição global, a comparação mostra que o Alto Minho apresentou uma evolução mais favorável do que o conjunto da região Norte. A redução de 5,6% registada no território alto-minhoto ficou três pontos percentuais abaixo da quebra de 8,6% verificada no Norte, sendo sobretudo nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos que se evidencia a diferença entre as duas realidades. Ainda assim, a perda de alunos no Alto Minho representa uma diminuição de quase dois mil estudantes em apenas sete anos, refletindo os desafios demográficos enfrentados pela região e, em particular, pelosmunicípios.
Os dados mais recentes disponíveis a nível nacional confirmam que esta tendência de redução da população escolar se mantém. Em Portugal, o número total de alunos passou de 1.664.785 em 2015/16 para 1.613.945 em 2023/24, menos cerca de 50.800 estudantes. A evolução não foi, contudo, uniforme entre os diferentes níveis de ensino, sendo também acompanhada por um aumento do número de crianças no pré-escolar, que passou de 259.850 para 269.616 no mesmo período.
Estes indicadores ajudam a enquadrar a realidade do Alto Minho num fenómeno mais abrangente, embora os dados disponíveis mostrem que a região tem registado uma redução menos acentuada do número de alunos do que o conjunto do Norte.
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