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Viana do Castelo “precisa de mais infraestruturas para sonhar com o futebol profissional”, defende presidente da AFVC

A falta de infraestruturas desportivas continua a ser um dos principais entraves ao crescimento do futebol no distrito de Viana do Castelo. O alerta é do presidente da Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC), Ricardo Felgueiras, que defende a construção de novos equipamentos para acompanhar o aumento do número de praticantes e criar condições para que o distrito possa, no futuro, ter uma equipa nas ligas profissionais.

Notícias de Viana
31 Ago. 2026 4 mins

O dirigente explica que a necessidade resulta de dois fatores: o primeiro passa pelo plano estratégico da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que pretende aumentar o número de praticantes, a nível nacional, para 400 mil até 2036. A AFVC já está a fazer o seu papel: o distrito de Viana do Castelo atingiu, este ano, a marca dos sete mil praticantes, mas o crescimento poderá ficar comprometido se não houver mais campos e melhores condições para acolher atletas.

O segundo centra-se no facto de considerar que o distrito continua sem infraestruturas capazes de suportar uma equipa profissional. O dirigente sublinha que percebe o motivo de Viana do Castelo “não ter uma infraestrutura, em todo o distrito, capaz de acolher uma equipa numa liga profissional”, acrescentando que “esta é a realidade: dói um bocadinho, mas é a verdade”.

Segundo o presidente da AFVC, um clube profissional necessita muito mais do que um estádio. São necessários vários relvados naturais para treinos e competição, centros de apoio ao atleta, equipas multidisciplinares e estruturas técnicas que permitam acompanhar o ritmo exigido pelas competições profissionais.”As equipas profissionais precisam de relvados naturais, precisam de apoio técnico, de fisioterapeutas e psicólogos. Quem conhece o distrito, sabe que Viana não tem estas condições”, frisou Ricardo Felgueiras.

Campos no limite da capacidade

Outro dos problemas apontados pelo presidente da AFVC prende-se com o crescimento do futebol de formação, em que muitos dos clubes já utilizam os seus relvados no limite da capacidade e não conseguem aumentar o número de atletas inscritos. “Um clube que tenha um relevado sintético e 200 praticantes, dificilmente consegue aumentar o número de escalões, porque já não tem capacidade”, frisou Ricardo Felgueiras.

Em vez de construir apenas grandes estádios, o dirigente defende soluções mais económicas, como pequenos campos ou a recuperação de antigos polos desportivos espalhados pelo distrito, assumindo que “não é necessário voltar a fazer um campo igual ao lado do Campo Manuel Emílio dos Santos: o inves

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