O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho lamentou que a recente cimeira luso-espanhola, realizada em Huelva, não tenha abordado os problemas mais urgentes do troço internacional do rio. Para o agrupamento, que representa 26 municípios na fronteira entre Portugal e Espanha, questões como assoreamento, espécies invasoras e gestão de caudais permanecem sem soluções concretas.
“O território falou com uma só voz e apresentou propostas concretas para enfrentar problemas que se agravam no rio Minho. É lamentável que estas preocupações não tenham tido expressão na declaração final da cimeira”, afirmou José Manuel Carpinteira, presidente da Câmara de Valença e diretor do AECT.
Antes da cimeira, o agrupamento pediu formalmente que fossem incluídos temas prioritários para a sustentabilidade e segurança do rio, defendendo medidas como dragagens regulares, monitorização científica e clarificação do enquadramento jurídico do rio como curso internacional. No entanto, a declaração final da reunião limitou-se a anunciar um acordo sobre segurança da navegação e da náutica de recreio, sem avançar em questões estruturais ou ambientais.
O AECT sublinha a importância estratégica do rio Minho, que atravessa mais de três mil km² e abriga cerca de 376 mil habitantes, sendo crucial para a identidade cultural, económica e ambiental das comunidades ribeirinhas. “O rio Minho necessita de respostas estruturais e de coordenação efetiva entre os dois Estados. É imperativo que Portugal e Espanha assumam estes desafios como prioridade política”, reforçou José Manuel Carpinteira.
O agrupamento garante que continuará a promover iniciativas junto de organismos nacionais e regionais, defendendo a criação de mecanismos de cooperação duradouros para assegurar a gestão sustentável do rio Minho.
c/ Lusa
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