A situação vivida no Bairro dos Pescadores, na praia Norte, chegou à reunião de Câmara, pela voz do PSD, que exigiu esclarecimentos ao executivo sobre o aumento do ruído, do tráfego de pesados e da insegurança naquela zona residencial.
O vereador Duarte Martins falou numa “situação que envolve um aumento significativo do ruído” e uma “intensificação do tráfego de veículos pesados em plena zona residencial”, sublinhando que o problema “não se trata apenas de incómodo, mas de segurança, de bem-estar e de respeito por quem ali vive diariamente”.
Perante o executivo liderado por Luís Nobre, o vereador questionou “que medidas concretas estão a ser equacionadas pela Câmara Municipal para resolver este problema” e “com que prazos”, defendendo que “mais do que reconhecer o problema, é fundamental dar uma resposta clara e eficaz aos moradores”.
Na resposta, o presidente da Câmara começou por relativizar uma das principais queixas apontadas pelos residentes, ao considerar que o ruído associado aos autocarros “não constitui um problema relevante”, uma vez que se tratam de veículos elétricos.
Luís Nobre admitiu, no entanto, que existem atividades instaladas no local que não são “totalmente evitáveis”, garantindo que a situação atual não será permanente. “O compromisso que deixo aos moradores é que estas atividades terão uma solução diferente, com a sua relocalização para equipamentos próprios”, afirmou.
Segundo o autarca, está em curso um processo que prevê a transferência dessas operações para um novo espaço, mais adequado, o que permitirá “um ganho definitivo” para a zona. “Não terá um caráter definitivo naquele local”, assegurou, referindo-se às atuais utilizações.
Sem avançar prazos concretos, Luís Nobre indicou ainda que, no imediato, a Câmara irá “sensibilizar os serviços” para mitigar os impactos no bairro, nomeadamente ao nível das operações e da circulação.
O tema surge depois de moradores do Bairro dos Pescadores terem denunciado uma degradação acentuada das condições de vida, com queixas de “barulho 24 horas por dia”, circulação de camiões e autocarros junto às habitações e riscos para a segurança, numa zona onde vivem crianças e idosos.
A União de Freguesias de Viana do Castelo já confirmou ter encaminhado as preocupações para o município, sublinhando a necessidade de reavaliar o atual modelo de circulação.
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