Paredes de Coura cria centro de formação para bombeiros do Alto Minho

Paredes de Coura inaugurou uma Unidade Local de Formação (ULF) destinada aos bombeiros do distrito de Viana do Castelo, num investimento superior a 230 mil euros integralmente suportado pela autarquia, sem recurso a fundos comunitários.

Micaela Barbosa
6 Mai. 2026 2 mins

A infraestrutura, localizada no lugar de Amieira, pretende dar resposta às necessidades formativas das 12 corporações do distrito, mas também servir empresas da região no cumprimento de obrigações legais em matéria de segurança e proteção civil.

Segundo o município, a criação desta unidade insere-se numa lógica de utilização mais eficiente de recursos e de reforço da preparação operacional, num território particularmente exposto ao risco de incêndio rural.

O presidente da Câmara Municipal, Tiago Cunha, enquadrou o projeto como a concretização de um processo com mais de duas décadas. “Fazemos justiça a um sonho antigo, que começou formalmente em 21 de janeiro de 2002”, afirmou, sublinhando também o contributo de anteriores responsáveis políticos e associativos para a execução da obra.

A nova unidade ocupa um terreno com cerca de 12 mil metros quadrados, pertencente à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura, e foi projetada para “permitir treino em diferentes cenários, desde incêndios urbanos e industriais até combate florestal e condução fora de estrada”. A sua localização, afastada de áreas habitacionais e próxima de um ponto de água, é apontada como uma das vantagens operacionais.

Para o autarca, a dimensão do equipamento ultrapassa o âmbito municipal. “A segurança não se organiza por fronteiras administrativas. O fogo, as intempéries, os cataclismos, não respeitam fronteiras”, afirmou, defendendo uma abordagem baseada em cooperação intermunicipal e adaptação aos riscos específicos do território.

A autarquia destaca, ainda, o potencial da infraestrutura para apoiar o tecido empresarial local, numa altura em que as exigências em matéria de segurança no trabalho têm vindo a aumentar. No entanto, permanece por avaliar de que forma essa utilização complementar poderá contribuir para a viabilidade financeira e para a manutenção da unidade, a médio prazo.

A criação da ULF surge num contexto em que a formação e a especialização dos bombeiros têm sido apontadas como fatores críticos para a eficácia da resposta a incêndios e outras ocorrências, sobretudo em regiões com forte componente florestal, como o Alto Minho.

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