O Arciprestado de Monção viveu um momento marcado pela celebração da fé, da história e da comunidade, com a inauguração da Capela de São Bento, em Lapela, e a reabertura da Igreja Paroquial de Abedim, após obras de requalificação.
A jornada começou na freguesia de Lapela, na qual, dezenas de fiéis se reuniram para assinalar a inauguração da nova capela dedicada a São Bento. A data não foi escolhida ao acaso: a 11 de julho celebra-se a festa de São Bento de Núrsia, fundador da Ordem Beneditina e padroeiro da Europa.
“Antes das igrejas, está a Palavra de Deus. (…) Se a comunidade não se reúne, não há Igreja”. Foi com esta reflexão que D. João Lavrador presidiu à celebração da inauguração da Capela de São Bento, recordando que o verdadeiro templo é a comunidade dos fiéis reunida em Cristo.
Na celebração, o Bispo diocesano recordou que a Igreja é, antes de mais, a comunidade dos fiéis reunida em Cristo, sendo o templo um sinal visível dessa comunhão e da presença de Deus no meio do seu povo.
“Há tanta gente que quer fazer da Igreja um museu. O museu é interessante, a gente tem de o visitar, mas está parado. Outra coisa é quando nós nos focamos na vida. Estamos na vida, estamos em contacto e vamos caminhar sempre nesta renovação”, salientou o prelado.
Ao longo da homilia, D. João Lavrador evocou ainda a figura de São Bento como referência para a sociedade atual. “Olhamos para São Bento como um inspirador para a sociedade. Ele tem duas características que devemos seguir: rezar e trabalhar. Como se costuma dizer, ‘ora et labora’”, disse.
Da parte da tarde, a visita pastoral prosseguiu com a reabertura da Igreja Paroquial de Abedim, que voltou a acolher celebrações após vários meses de obras de recuperação. Na homilia, o bispo voltou a destacar que o verdadeiro sentido da Igreja reside nas pessoas que a constituem. “A Igreja, a casa, o edifício, só tem sentido a partir da comunidade que nós somos. A Igreja viva, que necessita realmente de ter este espaço, somos todos nós”, reforçou o prelado.
Ao longo da celebração, D. João Lavrador centrou a sua reflexão em três ideias fundamentais: a Igreja como comunidade viva, a renovação permanente através de Cristo e a missão dos cristãos de transformar o mundo pelo testemunho da fé.
A cerimónia evidenciou ainda o empenho coletivo na preservação e valorização do património religioso, deixando o apelo a que esta renovação material se traduz também numa renovação espiritual, promovendo uma comunidade mais forte, comprometida e orientada para uma sociedade mais justa e solidária.
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