Diocese de Viana do Castelo assinalou 49 anos da sua criação e inicia caminho rumo ao Jubileu em 2027

Há 49 anos, nasceu uma das Dioceses que, até então, integravam a Arquidiocese de Braga: a Diocese de Viana do Castelo. Criada a 3 de novembro de 1977, pelo Papa Paulo VI, através da Constituição Apostólica Ad aptiorem populi Dei, a sua instituição procurou, segundo o documento, “proporcionar ao povo de Deus” uma melhor assistência pastoral, respondendo às necessidades das comunidades que integram os dez arciprestados: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Catarina Faria
4 Nov. 2026 3 mins

A criação da Diocese culminou num longo processo, cujas primeiras raízes remontam a 1545, ano em que foi apresentado, pela primeira vez, um pedido à Santa Sé nesse sentido. A questão voltou a ganhar força em 1918 e, posteriormente, em 1926, tendo sido retomada na década de 1940, quando assumiu uma dimensão mais abrangente, com a formação de comissões a nível concelhio. O processo foi novamente relançado em 1964, prolongando-se ao longo da década de 1970, até à concretização da criação da Diocese.

Desde então, a Diocese de Viana do Castelo tem vindo a edificar-se como uma Igreja aberta ao mar, contornada pelo curso dos rios e amparada pelos relevos íngremes de serras e montanhas. Um território em que se espelham e emergem rostos sorridentes, laboriosos e acolhedores, que dão vida a uma comunidade marcada pela diversidade e pela identidade do Alto Minho.

Por ocasião da celebração do 49º aniversário da sua criação, o Bispo diocesano, D. João Lavrador, destacou, durante a homilia, a importância da comunhão e da unidade na vida da Igreja, descrevendo que esta “é chamada a viver em comunhão, em unidade, mas, também, na diversidade dos diversos ministérios e carismas, sempre para a mesma missão evangelizadora da Igreja no mundo em que vivemos”. 

O prelado sublinhou, ainda, que “todos temos o dever não só de viver, mas também de testemunhar perante toda a humanidade o que é esta comunidade e esta comunhão que, sendo vivida em Igreja, é expressão de uma resposta aos grandes anseios da humanidade”.

Na mesma ocasião, D. João Lavrador recordou que o ano em curso constitui um convite à conversão, apelando a que todos se deixem transformar pelo Evangelho, dado que este ano “é um convite à conversão, para que todos nós, situados no território em que vivemos, sejamos transformados pelo Evangelho e contribuamos para tornar a sociedade mais digna do ser humano”.

O Bispo deixou um apelo à escuta e ao compromisso de todos os fiéis, desejando que “todo o povo de Deus” se coloque “em atitude de escuta daquilo que o Espírito diz à sua Igreja”, para que a Diocese possa “de maneira fiel a Cristo e ao homem de hoje, evangelizar o mundo em que vivemos”.

A celebração ficou, também, marcada pela transladação das relíquias de São Bartolomeu dos Mártires, em procissão, desde a Sé Catedral até à Igreja de S. Domingos. O momento assinalou o início de um percurso pelas comunidades diocesanas, no âmbito da preparação para o Jubileu de 2027, ano em que a Diocese de Viana do Castelo celebra o seu 50º aniversário. Ao longo do próximo ano, as relíquias irão percorrer os dez arciprestados, levando a figura e o legado do santo a toda a Diocese.

A celebração oficial decorre no próximo Domingo, dia 8 de novembro, na Sé, às 15h30. 

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