A Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves (PLISAN), um projeto galego com potencial para reforçar as ligações económicas com o Alto Minho, está a entrar numa nova fase de desenvolvimento. A conclusão do terminal ferroviário representa mais um passo na ambição de transformar aquele espaço num nó intermodal de referência na eurorregião Galiza-Norte de Portugal, enquanto o Alto Minho procura aproximar-se do projeto e explorar oportunidades de ligação ao tecido económico regional.
Lançado há 25 anos, o projeto localiza-se nos municípios galegos de Salvaterra de Miño e As Neves, junto à fronteira portuguesa e a cerca de 35 quilómetros de Vigo. A sua evolução poderá abrir caminho a uma nova dinâmica empresarial e à criação de emprego na região transfronteiriça, mas coloca, também, novos desafios a Portugal, nomeadamente ao nível dos acessos, da ferrovia e da participação na gestão da plataforma.
Do lado português, a ligação à PLISAN está já entre as prioridades rodoviárias do Alto Minho. A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) colocou a construção da variante Valença-Monção-Melgaço até Salvaterra-As Neves no topo das reivindicações apresentadas a 7 de setembro, após uma reunião realizada em Ponte de Lima. O documento, aprovado pelos presidentes dos dez municípios da região, prevê, ainda, o avanço dos estudos para uma nova travessia do rio Minho, através de uma ponte transfronteiriça entre Caminha e La Guardia, na zona de Seixas.
A concretização desta ligação permitiria aproximar o tecido empresarial do Alto Minho da plataforma galega, facilitando o acesso das empresas portuguesas à ferrovia e, através desta, ao Porto de Vigo.
Para Manuel Cunha Júnior, presidente da Associação Empresarial do distrito de Viana do Castelo (AEDVC) e da Comunidade Portuária de Viana do Castelo, desde 2024, a questão central passa, agora, por perceber qual será o papel de Portugal no desenvolvimento deste projeto.
“O que interessa, agora, é saber qual vai ser a postura de Portugal, ou seja, qual vai ser a parte de Portugal nessa plataforma logística”, afirma. O responsável defende que os dois países devem discutir o modelo de funcionamento do projeto e a participação portuguesa na sua gestão: “Portugal tem de se sentar com Espanha e tem de acordar. Como vai ser feita a gestão e administração desse polo?”.
Na perspetiva de Manuel Cunha Júnior, caso Portugal venha a integrar a estrutura como parceiro, deverá ter, também, uma palavra a dizer nas decisões relativas à plataforma.
Apesar da dimensão do projeto galego, o dirigente empresarial considera que a capacidade de atração de investimento do Alto Minho não depende apenas da concorrência espanhola, até porque, “Portugal é um país atrativo para criar uma empresa”, sublinhou, alertando para as dificuldades que persistem na região, nomeadamente ao nível da criação de novos parques em
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