A sinistralidade em Portugal, num modo geral, aumentou entre janeiro e setembro de 2025, comparativamente ao ano retrasado de 2024, mas em Viana do Castelo é distinto, sendo o terceiro distrito em que a descida da taxa de acidentes rodoviários é mais significativa, menos 15,5%, ficando apenas atrás de Aveiro e da Guarda.
Os números são claros. Apesar da diminuição percentual no Alto Minho no ano passado, os dados apontam que, em relação à última década, o país tem sido fustigado pelo aumento da sinistralidade. Em 2016 o número total de vítimas foi de 30.912, menos cerca de cinco mil que em 2025, ano em que se registaram quase 35 mil vítimas, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
Em 2024, entre janeiro e setembro, registaram-se 703 acidentes, nove vítimas mortais, 62 feridos graves e 848 feridos ligeiros, no Alto Minho, números que levantaram alertas dado o baixo número de população total, cerca de 230 mil pessoas. No entanto, em 2025, houve uma reviravolta nos dados, diminuindo significativamente o número de acidentes, de feridos graves e ligeiros, em contrapartida houve um aumento significativo de vítimas mortais, tendo sido registadas 12 pessoas. No Continente, esta realidade é semelhante.
Ainda, de acordo com o relatório da ANSR, entre 2019 e 2025, ocorreu um salto do número de acidentes com motociclos, resultando num aumento de 35,6%. O crescimento destes casos em Portugal levantou sinais de alerta nas autoridades competentes, nomeadamente, na Guarda Nacional Republicana (GNR), na Polícia de Segurança Pública e na ANSR, que entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram 34.179 acidentes, 34.501 feridos ligeiros, 3.041 feridos graves e 440 vítimas mortais.
A ANSR, a GNR e a PSP recordam que a utilização correta de capacete e de equipamento de proteção adequado pode reduzir significativamente a gravidade das consequências em caso de acidente, bem como a redução da velocidade, a realização de ultrapassagens perigosas e a circulação irregular entre filas de trânsito .
Manobras bruscas, mudanças de direção sem sinalização, a condução sob o efeito do álcool e a falta de atenção são os principais fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes, frisam as autoridades.
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