Para muitos é uma necessidade e um meio essencial para se deslocarem das suas casas até o grande Porto. Mas, a partir deste mês, vão deparar-se com um entrave: o fim das ligações de expressos entre o Alto Minho e o Porto, afetando utentes que se movem para o Instituto Português de Oncologia (IPO) e para o Hospital de S.João.
A decisão partiu da empresa de Auto Viação do Minho (AV Minho), que anunciou recentemente a supressão de dois horários diários dos autocarros expressos que ligam Melgaço e Ponte de Lima ao Porto.
O aviso foi publicado no site da empresa. “Informamos a todos os passageiros e público em geral que, a partir do próximo dia 03 de julho, deixaremos de efetuar todos os expressos entre: Melgaço – Viana do Castelo – Porto e Ponte de Lima – Viana do Castelo – Porto”, lê-se.
Segundo Luís Costa, responsável pela AV Minho, o fim das ligações deve-se à “falta de rentabilidade do serviço”, que tem uma utilização média de “cerca de 3000 passageiros por mês”, tornando-as “deficitárias”.
De acordo com a empresa de auto viação foi feito o contacto com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), com o intuito de conseguirem financiamento para não ocorrer a supressão das linhas, no entanto a comunidade considerou que não há “condições de subsidiar” as mesmas.
O presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, sustentou questões legais para não subsidiar a AV Minho, justificando que “esta é uma linha concessionada pelo Estado, o que significa que a CIM não é autoridade de transporte e, ao não o ser, não pode subsidiar qualquer situação deste género”.
O presidente adiantou que haverá uma reunião, dia 6 de julho, com os integrantes da CIM Alto Minho, com o intuito de discutir esta questão.
No passado mês de abril, a CIM Alto Minho lançou, pela terceira vez, por quase 40 milhões de euros o concurso público para concessionar o serviço público de transporte de passageiros.
No entanto, há possíveis soluções à vista para o momento. O presidente da Câmara de Melgaço, Albano Domingues, em conversações com a empresa Rede Expressos, sublinhou que existe a possibilidade de criar novas linhas, se “o mercado assim o justificar”. Ainda, segundo o autarca, o objetivo é que o concelho “continue servido” de transportes.
c/Lusa
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