Um problema pelo qual todos lutam e prometem não deixar esquecido, os concelhos banhados pelo rio Minho, entregaram ao país vizinho, Espanha, uma Declaração Institucional que “procura encontrar respostas às dificuldades conhecidas e vividas pelos mesmos”.
O rio Minho é para alguns somente uma passagem, para outros uma ligação, mas para os municípios transfronteiriços vai além disso. No documento entregue, na última reunião da Comissão Permanente Internacional do Pacto Rio Minho, realizada na Corunha, ao delegado do Governo de Espanha na Galiza, Pedro Blanco Lobeiras, é possível verificar a importância que o rio desempenha na região, considerando-o um recurso estratégico em vários níveis, ambiental, social, económico e identitário nos dois países.
No entanto, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho (AECT Rio Minho), entidade transfronteiriça que une o Alto Minho a Galiza, sustentou que os principais calcanhares de Aquiles continuam “sem receber a atenção devida”.
Segundo o agrupamento, as principais preocupações regem-se no assoreamento, na perda de navegabilidade, na degradação ecológica, na proliferação de espécies invasoras, na erosão costeira e na gestão dos caudais.
Durante o encontro, Pedro Blanco Lobeiras assegurou que a declaração e as preocupações manifestadas serão transmitidas à ministra espanhola para a Transição Ecológica e o Reto Demográfico, Sara Aagesen Muñoz, assim como ao secretário de Estado do Meio Ambiente, Hugo Morán Fernández.
Uma futura Cimeira Luso-Espanhola na casa do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho e uma visita de responsáveis espanhois da área do Ambiente ao território transfronteiriço, pode tornar-se uma realidade, garantiu Pedro Blanco Lobeiras.
Para além do delegado do Governo de Espanha na Galiza, Pedro Blanco Lobeiras, estavam presentes outras figuras da região, como o diretor do AECT Rio Minho, José Manuel Vaz Carpinteira, a alcaldesa de Salvaterra de Miño, Marta Valcárcel Gómez, o alcalde de Tui, Enrique Cabaleiro González, a alcaldesa do Rosal, Ánxela Fernández Callís, o presidente da Câmara Municipal de Melgaço, José Albano Domingues, e a vereadora da Câmara Municipal de Caminha, Ana Maria Costa da Rocha.
c/Lusa
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