Viana do Castelo regista menos novas empresas no segundo trimestre de 2026, mas mantém saldo empresarial positivo

O ritmo de constituição de novas entidades abrandou no concelho de Viana do Castelo durante o segundo trimestre de 2026, com 68 novas entidades registadas, menos 27 que nos primeiros três meses do ano. Apesar da descida, o número de constituições continuou a superar largamente o das dissoluções, que também diminuíram, de 28 para 19, no mesmo período.

Catarina Faria
13 Out. 2026 3 mins

A tendência registada em Viana do Castelo acompanha a evolução observada no conjunto do Alto Minho. De acordo com o mais recente Norte Conjuntura, boletim de análise económica da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), foram registadas 199 constituições de entidades no distrito de Viana do Castelo durante o segundo trimestre de 2026, menos 95 face ao trimestre anterior.

No mesmo período, o número de dissoluções apresentou uma evolução favorável. Depois das 75 dissoluções registadas no primeiro trimestre, o Alto Minho contabilizou 52 no segundo trimestre, traduzindo uma redução de 23 entidades encerradas.

Apesar da quebra no ritmo de criação, os dados não apontam, por si só, para uma retração da atividade económica. O próprio relatório salienta que a diminuição das constituições traduz, sobretudo, um menor ritmo de criação de novas entidades, não significando necessariamente uma contração económica.

A nível regional, o norte registou 3.900 constituições e 939 dissoluções entre abril e junho, resultando num saldo positivo de 2.961 entidades. O valor mantém-se próximo do saldo registado no período homólogo de 2025, quando foram contabilizadas 2.998 entidades de diferença entre constituições e dissoluções.

A criação de novas entidades permanece, contudo, concentrada nos territórios com maior densidade populacional e económica. A Área Metropolitana do Porto liderou, com 1.962 constituições, seguida de Cávado com 539, e de Tâmega e Sousa, com 524. Em conjunto, estas três regiões representaram cerca de 78% das novas constituições registadas no norte.

Entre os municípios do Alto Minho, Viana do Castelo é o único incluído no grupo dos principais municípios analisados pelo relatório. No concelho, o número de constituições passou de 95 no primeiro trimestre para 68 no segundo, enquanto as dissoluções diminuíram de 28 para 19. Ou seja, apesar de terem sido criadas menos entidades entre abril e junho, o concelho terminou o trimestre com um saldo positivo de 49 entidades entre constituições e dissoluções.

O fenómeno é igualmente visível à escala regional: 81 dos 86 municípios do norte apresentaram saldos positivos entre novas constituições e dissoluções, no segundo trimestre de 2026.

O indicador utilizado pela CCDR-Norte considera pessoas coletivas e entidades equiparadas, abrangendo maioritariamente empresas, mas também cooperativas, associações, fundações e outras entidades com personalidade jurídica.

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