Estamos já a quase mês e meio do início do ano pastoral e letivo. O tempo corre veloz, para não dizer velocíssimo. Tudo depende da idade, dos projetos e das honestas virtualidades/realidades da experiência de cada um.
Convém, no entanto, predispormo-nos para uma renovação de todos os aspetos da vida, sem esquecer a dimensão da vida interior, que muitas vezes passa despercebida. Cada um é uma entidade habitada pelo Espírito de Deus que imprime na personalidade piedade, empatia, riqueza espiritual e uma adequada corresponsabilidade, pois cada um não deixa de ser uma individualidade com laços amistosos e corresponsáveis. Assim, somos realizadores de uma sociedade que procura caminhar com sentido.
Foi um dia fulcral o de 26 de setembro em que o senhor Bispo de Viana do Castelo nos colocou na senda desta renovação, enraizando-nos em Cristo como nosso modelo e meta e investindo continuadamente nos aspetos comunitários e sociais que a unidade em Cristo implica: somos enviados com as nossas caraterísticas e na comunhão com os outros, que sentimos a nosso lado e com quem podemos realizar os sonhos que acalentamos.
Não necessitamos de ser cópias de ninguém, nem de reproduzir modelos que foram decorados no volver do tempo. Deixemos acordar em nós uma aurora nova, a da Luz que somos em Cristo (Mt 5,14), pois pode já ser muito anquilosada a que eventualmente possuímos. Na comunidade que formamos estamos atentos às posturas habituais, que podem aparecer como doentias para muitos, pois a sociedade vai mudando. Importa ser luz renovada, o que exige sempre conversão. Cristo é sempre novo.
Iniciamos um ano que culminará no cinquentenário da nossa diocese. Vivemos o último ano de preparação: acontecerá a 3 de novembro de 2027, 50 anos depois de São Paulo VI ter criado a diocese. Abramo-nos ao renascimento que a Igreja nos propõe, sendo artífices de uma atmosfera sempre em novidade, trilhando caminhos renovados, nas diferentes valências da atividade de todos os dias.
Sem excluir ninguém, pois somos “Igreja de todos e para todos”, procurando acolher “as crianças, adolescentes, jovens, famílias e idosos e defendendo-os dos perigos que os cercam” e incentivando “o anúncio da Boa Nova, da Esperança e da Alegria aos homens e mulheres deste tempo”, (cf. Oração Jubilar) que é o nosso tempo. Sejamos gente de integração e não fautores de exclusão, saibamos apreciar os dons dos outros sem nos fecharmos em querelas sem sentido. Abramos janelas de otimismo, de consideração, de fraternidade, sem colocar persianas que tapam a Luz.
“Somos convidados a reconhecer o permanente dinamismo do Evangelho”, evangelizando em profundidade a cultura atual (cf. Ano Pastoral, 29-31), apurando novos caminhos de comunhão e de partilha, lugares teológicos onde Deus emerge. Somos todos convidados a ser mensageiros da Boa Nova, na espessura do quotidiano.
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