O amor não se impõe!

Mónia Grácio
12 Out. 2026 3 mins
Mónica Grácio

Há sentimentos que conseguimos explicar. Conseguimos dizer porque estamos felizes, tristes, zangados ou assustados. Mas há outros que simplesmente sentimos. O amor é, talvez, um dos melhores exemplos disso.

Todos sabemos que existem diferentes formas de amar. Há o amor de um pai ou de uma mãe, o amor entre irmãos, o amor entre um homem e uma mulher, o amor pelos amigos, pelos filhos, pelos animais, pela vida e o amor a Deus. São amores diferentes, vividos de maneiras diferentes, mas acredito que existe algo que os une que é o facto de nenhum poder ser imposto!

Não se pode obrigar alguém a amar. Não se pode exigir um sentimento como quem exige uma resposta ou um comportamento. Podemos pedir respeito, presença, cuidado, compromisso. Podemos escolher ficar, tentar, perdoar ou compreender. Mas não podemos fabricar o amor dentro de alguém.

E talvez seja precisamente isso que torna o amor tão grande.

Quantos amores existem que nem quem os sente consegue explicar?

O amor não se ensina e também não se aprende. Não há um manual que nos diga como amar. O que aprendemos é a lidar com aquilo que o amor provoca em nós. Aprendemos a lidar com a ausência, com a saudade, com a entrega, com o medo de perder, com a desilusão, com o perdão e, tantas vezes, com a felicidade que alguém pode trazer à nossa vida.

Porque amar também nos coloca perante escolhas e desafios. Nem sempre é fácil amar. Há amores não correspondidos. Nem sempre o amor chega no momento certo ou da forma ideal. E há amores que permanecem, que sabemos que são para a vida, outros que mudam e outros que, apesar de terminarem, deixam em nós qualquer coisa especial que nunca desaparece completamente.

Ainda assim, acredito que todos os amores são bonitos.

São bonitos porque nos tornam humanos. Porque nos fazem sair de nós próprios e olhar para o outro. Porque nos ensinam a dar sem garantias, a cuidar sem certezas e a aceitar que amar também pode significar sofrer.

Acho que o amor é um sentimento maior do que a nossa vontade, maior do que a nossa capacidade de o explicar e, sobretudo, impossível de ser imposto ou ensinado.

Podemos escolher muitas coisas na vida… AMAR, na minha opinião, não é com toda a certeza uma delas! ❤️

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