Viana do Castelo está a ser palco de nova polémica em torno das obras previstas para o futuro Mercado Municipal no espaço do antigo Prédio Coutinho, após a divulgação de alegados vestígios arqueológicos no local.
O PSD de Viana do Castelo veio a público exigir “esclarecimentos urgentes” ao Executivo municipal e às entidades competentes, depois de terem sido divulgadas imagens que, segundo os social-democratas, mostram “vestígios arqueológicos de elevada relevância patrimonial”, incluindo uma estrutura que poderá corresponder a uma “possível citânia”, até agora desconhecida.
Na posição tornada pública, os vereadores do PSD pedem informação detalhada sobre a viabilidade da construção do novo mercado no local, a avaliação já realizada aos achados, e o destino a dar às estruturas identificadas.
O partido defende, ainda, que o momento deve servir para reavaliar o projeto, garantindo a compatibilização entre a intervenção urbanística e a preservação do património histórico. “O PSD de Viana do Castelo considera que a defesa do património histórico e cultural deve ser uma prioridade absoluta”, lê-se no comunicado, que sublinha a necessidade de “total transparência” no processo.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal rejeita as críticas e classifica o comunicado como “uma irresponsabilidade”, acusando o PSD de “agitação política”. Segundo o autarca, não existe qualquer ocultação de informação nem estudos finais concluídos, sublinhando que se trata de um procedimento “normal, em empreitadas em zonas históricas”.
O presidente refere, ainda, que o processo concursal foi aprovado em reunião de Executivo e que as escavações arqueológicas estão a ser acompanhadas pelos serviços municipais competentes. Acrescenta que a transparência do processo é demonstrada pelo facto de o programa cultural municipal incluir uma visita aberta à intervenção arqueológica.
O autarca critica, ainda, a posição do PSD, lembrando que o partido sempre foi contra a construção do novo mercado e que já tinha defendido a suspensão do processo durante a campanha para as últimas autárquicas, alegando que o projeto “pode já não ser adequado aos tempos de hoje”.
As escavações em curso serão, agora, alvo de avaliação técnica, sendo que o Executivo admite a eventual preservação dos achados, caso tal venha a ser considerado relevante do ponto de vista patrimonial.
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