O município de Viana do Castelo vai avançar com um programa de monitorização ambiental dos rios Âncora e Neiva, alargando uma iniciativa que já está em vigor no rio Lima há cerca de uma década. A autarquia justifica a medida com a necessidade de “reforçar o acompanhamento da qualidade da água e dos ecossistemas fluviais do concelho”.
Segundo informação divulgada pela Câmara Municipal, o objetivo é criar “um sistema permanente de vigilância ambiental” que permita acompanhar a evolução microbiológica, físico-química e ecológica dos cursos de água e dos respetivos afluentes.
O programa pretende, ainda, melhorar a capacidade de resposta a “eventuais situações de degradação ambiental ou alterações na qualidade das águas”.
A iniciativa surge na continuidade do trabalho já realizado no rio Lima e em zonas costeiras. De acordo com a autarquia, essa monitorização inclui “análises microbiológicas, avaliação de propriedades físico-químicas e do estado ecológico das águas e das envolventes terrestres”, complementando a atuação de entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em comunicado, o município refere que o histórico de monitorização no Lima e no litoral tem tido “resultados muito positivos”, embora não detalhe indicadores concretos.
O novo programa para o Âncora e o Neiva tem como objetivos centrais a prevenção e a deteção precoce de anomalias ambientais, o reforço do apoio técnico à decisão e o aumento da transparência pública sobre o estado dos rios.
A autarquia sublinha, ainda, a importância de proteger recursos piscícolas, habitats ribeirinhos e biodiversidade associada, num contexto em que estes ecossistemas enfrentam pressões crescentes: “Assumindo particular relevância num contexto marcado por diversas pressões sobre os ecossistemas aquáticos e pela necessidade de preservar os recursos naturais do território”, lê-se na nota municipal.
O programa prevê uma componente participativa, envolvendo entidades públicas, comunidade científica, associações locais, juntas de freguesia e cidadãos.
A Câmara defende que esta articulação será essencial para reforçar a “cultura de responsabilidade ambiental” e a valorização do património natural.
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