Luís Montenegro passou pelo Alto Minho entre apelos à fixação de jovens em Portugal e avisos sobre o caos nos aeroportos, assumindo preocupação com os atrasos nos controlos de fronteira e defendendo simultaneamente o potencial económico da região.
Em Monção, na inauguração do Minho Park, uma nova zona empresarial de 56 hectares junto à Galiza, o primeiro-ministro defendeu que o país deve criar condições para reter talento e combater a saída de jovens para o estrangeiro. “Aqui vive-se melhor. Quero deixar um convite, aos menos jovens e aos mais jovens, para que olhem para projetos como este e pensem naquilo que podemos fazer se cá ficarmos todos”, afirmou.
Montenegro sustentou que regiões como o Alto Minho conjugam qualidade de vida, conectividade tecnológica e capacidade de atrair investimento. “Se aproveitarmos o nosso potencial cá dentro, em Portugal, em vez de o esbanjarmos noutras paragens”, acrescentou.
O chefe do Governo apontou o Minho Park como exemplo da estratégia que pretende para o país, defendendo que o investimento empresarial deve funcionar como motor de desenvolvimento económico regional. “Esta área empresarial vai ter sobretudo indústria e serviços. Mas quantas áreas de atividade económica vão usufruir daquilo que aqui se vai fazer? Isto multiplica-se”, declarou.
Montenegro rejeitou ainda a ideia de que Monção seja um território periférico. “Fico perturbado quando dizem que Monção é interior, porque estamos a dezenas de quilómetros da costa”, afirmou, defendendo que o concelho está “no epicentro do Norte de Portugal e da Galiza”.
O primeiro-ministro admitiu, contudo, que a região continua condicionada por limitações nos acessos rodoviários. “Só quem não vem cá não percebe as limitações de acessos rodoviários”, reconheceu.
Já em Caminha, durante a inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, Montenegro endureceu o discurso sobre os atrasos nos aeroportos portugueses, sobretudo em Lisboa e no Porto, assumindo publicamente a insatisfação do Governo. “Eu não escondo que estamos insatisfeitos com aquilo que tem sido a resposta dada por parte dos serviços de fronteira nos aeroportos”, disse.
A posição surge alinhada com o presidente da Câmara de Monção, que pediu “respostas concretas” ao Governo para a melhoria das acessibilidades rodoviárias ao concelho, defendendo que o crescimento económico e a atração de investimento dependem da criação de melhores ligações para empresas e trabalhadores.
Já em Caminha, durante a inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, Montenegro endureceu o discurso sobre os atrasos nos aeroportos portugueses, sobretudo em Lisboa e no Porto, assumindo publicamente a insatisfação do Governo. “Eu não escondo que estamos insatisfeitos com aquilo que tem sido a resposta dada por parte dos serviços de fronteira nos aeroportos”, disse.
O primeiro-ministro admitiu mesmo rever mecanismos de controlo caso os constrangimentos persistam, incluindo a suspensão temporária da recolha de dados biométricos. “Não queremos colocar em causa a segurança do país, mas também não queremos colocar em causa o movimento económico do país”, frisou.
A PSP admitiu tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto durante o fim de semana, justificando os atrasos com problemas técnicos e informáticos, além do aumento do número de passageiros oriundos de fora do espaço Schengen.
Montenegro garantiu que o Governo está a reforçar meios humanos e tecnológicos para responder à pressão nos aeroportos. “Estamos a fazer um investimento enorme do ponto de vista do reforço dos recursos humanos”, afirmou, anunciando a entrada de cerca de 300 novos elementos da PSP para funções ligadas ao controlo de fronteiras.
Em Caminha, acompanhado pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, o primeiro-ministro acompanhou ainda o andamento das intervenções de recuperação dos danos provocados pelas tempestades de janeiro. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, decorrem atualmente 30 obras de recuperação no litoral afetado.
c/ Lusa
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