A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho encerrou 2025 com um resultado líquido positivo de 687,5 mil euros, num exercício marcado sobretudo pelo peso crescente da área dos transportes. As contas foram aprovadas por unanimidade na assembleia intermunicipal, realizada em Melgaço.
Apesar do resultado positivo, os números revelam uma forte concentração da atividade financeira na mobilidade. Segundo o relatório, a Autoridade de Transportes, função assumida pela CIM, representou 65,69% da despesa total, refletindo o esforço na reorganização do serviço público de transporte de passageiros nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo.
Nesse âmbito, foi lançado um novo concurso público para a concessão do serviço por cinco anos, com um valor base de 30,9 milhões de euros. Trata-se da terceira tentativa para concessionar o transporte rodoviário na sub-região, depois de processos anteriores sem desfecho definitivo. O concurso, publicado em Diário da República, aceita propostas até 8 de junho.
A CIM destaca medidas como o programa de incentivos ao transporte público e a gestão de passes gratuitos para jovens, apontando a mobilidade como eixo central da atuação. Ainda assim, o peso desta área levanta questões sobre a dependência de um único setor na execução orçamental.
Do lado da receita, os fundos europeus representaram cerca de 14% do total arrecadado, num ano em que a entidade candidatou projetos nas áreas da proteção civil, ambiente, inclusão social e educação, ao abrigo de instrumentos como o Portugal 2030 e o Plano de Recuperação e Resiliência.
Em comunicado, a CIM fala em “excelente saúde financeira” e num “período de crescimento sem precedentes”, leitura que contrasta com a necessidade de estabilizar soluções estruturais, nomeadamente na mobilidade, onde sucessivos concursos têm enfrentado dificuldades.
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