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As “Farturas Mário”: 42 anos de tradição à mesa das romarias

Ainda faltam alguns passos até se ver de perto as "Farturas Mário", mas o cheiro do óleo quente e da massa a fritar chega antes. Há quem não saiba explicar o motivo das filas gigantes, nem Maria Taveira, proprietária do espaço, sabe ao certo. Ainda assim, arrisca uma resposta: "O segredo das farturas existe no servir bem, ser simpática, e fazer com muito amor e carinho".

Notícias de Viana
2 Set. 2026 4 mins

Há 42 anos, nascia um negócio que viria a tornar-se uma verdadeira referência, embora ainda não tivesse o nome pelo qual hoje todos o conhecem: “Mário das Farturas”.

A história começou quando o marido de Maria Taveira, então empregado num pavilhão de farturas, viu o negócio mudar de mãos após a morte do patrão. Sendo um dos funcionários mais antigos, decidiu assumir o desafio e comprou o espaço, dando início a uma nova etapa.

O nome surgiu de forma quase espontânea e com uma ternura familiar: veio do filho do casal, que tinha apenas seis anos, na altura. Hoje, aos 48, é Mário quem, ao lado da mulher, dá continuidade à casa e mantém acesa uma tradição construída ao longo de mais de quatro décadas. Mais que um negócio, são 42 anos de história, família e muitas farturas pelo caminho.

Foi também através do marido que Maria Taveira entrou nos segredos do ofício. Ele aprendera a arte com os antigos patrões e, mais tarde, foi quem lha transmitiu, perpetuando, assim, um saber feito de experiência e tradição. “Eu nunca andei nas farturas”, conta, entre risos, “o meu marido é que foi empregado, e foi ele que me ensinou”.

 

“Nunca comi uma fartura dos outros. Até hoje, sempre comi das minhas.”

 

Mas o caminho do “Mário das Farturas” vai muito além de Viana do Castelo. Todos os anos, quando chega março, começa uma nova viagem pelas romarias e feiras que dão vida às terras de norte a sul do país. Entre uma paragem e outra, há encontros com tradições antigas, ruas cheias e o aroma inconfundível das farturas acabadas de fazer. O roteiro passa pelas festas de São Mateus, em Matosinhos, pela Foz do Douro e por Santiago da Covilhã, antes de regressar ao Minho para a Agonia “que eu tanto gosto”, admite a proprietária e, depois, às Feiras Novas de Ponte de Lima.

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