Novo mercado de Viana do Castelo avança após conclusão das escavações arqueológicas

Há mais de três anos que se aguarda pela construção do novo mercado municipal, cuja obra deveria ter tido início após a demolição do prédio Coutinho e começado a funcionar até ao final de 2023. No entanto, passados três anos da demolição, a obra ainda não arrancou, muito se deve aos achados arqueológicos encontrados no local em meados de 2025. No entanto, a Câmara Municipal de Viana do Castelo anunciou que termina no final deste mês a intervenção arqueológica.

Notícias de Viana
26 Ago. 2026 2 mins

A intervenção arqueológica promoveu escavações, que revelaram estruturas não religiosas do antigo Convento de São Bento, fundado no século XVI, nas várias fases de ocupação do espaço. 

Em outubro de 2025, o presidente da autarquia, Luís Nobre admitia que já estava prevista a descoberta de vestígios na área, mas que isso não era um impedimento, dado que os vestígios seriam analisados. Mais tarde, em março deste ano, o edil sustentava que “será possível fazer as duas tarefas em simultâneo”, referindo-se à análise dos vestígios e à construção da nova infraestrutura . “Já tivemos uma reunião com a empresa responsável pelas escavações arqueológicas e com o empreiteiro, para trabalharem em conjunto com as entidades do património cultural envolvidas, para agilizar o processo”, acrescentou. 

Desta forma, a partir de terça-feira, dia 1 de setembro, “já será possível avançar com trabalhos de maior envergadura no âmbito da empreitada de construção do novo mercado”, sublinha a autarquia em comunicado. 

Segundo a Câmara Municipal este processo encontra-se na fase de “fechar o projeto de valorização dos achados arqueológicos junto das entidades competentes”. A proposta da autarquia, que terá agora de ser aprovada, passa por integrar os achados do futuro Polo de Arqueologia de Viana do Castelo, a ser implementado na Zona Empresarial da Praia Norte e outros espaços na cidade. 

Luís Nobre quer que este espaço “possa ser usufruído não só na sua componente religiosa, mas também turística e cultural”, pelo que a Câmara Municipal vai trabalhar com a Paróquia e a Diocese de Viana do Castelo para apoiar a reabilitação deste património através do programa municipal Valorizar o Património.

A empreitada de construção do novo mercado, avaliada em cerca de 14 milhões de euros, começou a 29 de setembro de 2025 e tinha um prazo de execução de 18 meses. A descoberta de achados arqueológicos provocou o atraso da obra. “Por mais que nos complique o calendário, temos de cumprir, senão a obra é embargada. O calendário, agora, é de 18 meses a contar a partir de segunda-feira”, frisou o autarca em março deste ano. 

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