Vila de Punhe é agora uma Vila reconhecida pelos poderes públicos; esta VILA celebra, neste ano, cem anos das suas festas, com entusiasmo e muita alegria.
Vamos comunicando entre tantas gerações e as festas vão testemunhando que este diálogo geracional é autêntico, sendo tecido coeso em que cada um está inscrito. As festas não são propriedade de ninguém e falam de todos, falam de toda a vila. Vivemos uns para os outros e uns com os outros, afirmando em gestos e palavras, em pensamentos e ações, que somos um povo festivaleiro sadio. Os arcos dizem a nossa alegria e as celebrações a nossa fé ativa.
24, 25, 26 e 27 de julho estão à porta para nos alegrarmos com a receção de tantos e isto perfaz cem anos: desde 1926, nas modalidades possíveis em cada tempo; somos um povo acolhedor que festeja e reza, que acalenta e rejubila; não nos afastamos da fé, mas sabemos compartilhar memórias e abrir clareiras de futuro. Vinde e desfrutai!
Muitas gerigonças animam os dias, desde as famosas bandas de música até aos arraiais cheios de seiva, de fulgor e de danças para quem gosta: é bom desempoeirar as pernas ao som de música ligeira e enfeitar a alma, enquanto o corpo gira e se refaz. Nunca é tarde para brincar uns com os outros, jovens ou mais adultos, crianças que se cansam mais depressa ou idosos que apenas estão para apreciar. Ao fundo aparecem sempre sanduiches, iguarias e refrescos ou cervejas para lubrificar e dar mais ânimo.
Não se esqueça a Entrada dos Andores (sábado à tardinha) que, floridos e engenhosos, enfeitam a vista com artes de tantos e tantas que nunca se dão a conhecer, mas aparecem como autênticas maravilhas de engenho que retratam as gentes que festejam: os santos protegem e dão asas a tantos que deles se gloriam durante todo o ano. Acontece em todas as festas, emprestando ao povo tanta chieira e tanto conforto. É assim por toda a parte; venham admirar! Pela avenida acima, calcorreiam-se as nossas lides diárias.
Para os mais jovens, as noites são imemoráveis com os Djs que os envolvem nas mais dramáticas e nobres panóplias da vida; cantam, dançam e fazem diabruras até tarde em cada noite. Parece que o tempo para e promete dias mais brincalhões. Os momentos de novas diabruras acontecem em todas as horas. Só dão por ela, quando os altifalantes anunciam o dia seguinte, que já começou há horas. O sono será retemperante até ao meio-dia, que promete ainda mais.
A eloquência também está presente, sobretudo no sermão que não esquece a vida dos santos e que enrola os participantes numa vida honesta e calma que necessita das festividades para ser inebriadora e retemperante.
Vila de Punhe será o palco de tantos que necessitam de mais-valia para as agruras, que enfrentam algumas vezes e para muitos desejosos de brincar e folgar com quem vive alegremente e feliz! A Vila apoia/permite o rejuvenescimento e a recriação!
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