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Diocese de Viana institui novos ministros e abre ciclo no diaconado permanente

A Diocese de Viana do Castelo instituiu vários fiéis nos ministérios laicais, numa celebração presidida pelo Bispo diocesano, na Sé. Foram instituídos um Acólito, um Leitor e doze candidatos ao Diaconado Permanente, agora formalmente chamados ao ministério de Leitor. É a primeira vez que a Diocese integra candidatos ao diaconado permanente neste rito. Um passo que marca, segundo responsáveis diocesanos, uma mudança no modo como a Igreja local estrutura a formação e a participação dos leigos. Nos próximos anos, deverá ser, também, instituído o ministério de Catequista para leigos e leigas.

Micaela Barbosa
13 Mai. 2026 4 mins

“Uma Igreja com diversos ministérios”

O Bispo diocesano enquadra este momento num processo mais amplo de renovação pastoral. “Uma comunidade cristã é uma realidade orgânica, que exige diversidade de ministérios, ordenados e laicais”, afirmou.

Para o Bispo, o caminho em curso insere-se na receção do Concílio Vaticano II e no atual processo sinodal da Igreja. “Este é um caminho urgente de renovação da nossa Igreja diocesana”, disse.

A Diocese quer preparar o Jubileu com novas linhas pastorais, centradas na participação dos batizados e na corresponsabilidade eclesial.

Leitor: mais do que ler na liturgia

O Pe. Ricardo Correia, formador, sublinha que a instituição de Leitor não se reduz a uma função litúrgica. “Não se trata, apenas, de ler bem na missa, mas de assumir um ministério da Palavra”, explicou, acrescentando que é alguém chamado a deixar que a Escritura o transforme, antes de a proclamar. “Deve ser alguém que deixa a Palavra falar através de si”, disse.

No caso dos candidatos ao Diaconado Permanente, a instituição assume um significado específico. Não é apenas uma etapa formativa, mas um sinal de discernimento vocacional, já em contexto de vida familiar e profissional.

“Não é uma ideia, é um caminho concreto”

Carlos Fernandes está a terminar o 5º ano no Seminário Conciliar de Braga. Diz que já não vive a vocação como uma pergunta inicial. “Já não é tanto ‘será isto que quero’, mas um tempo de confirmação”, afirma.

O seminário, diz, trouxe crescimento humano e espiritual, mas também confronto com limites pessoais. “Aprendi a lidar com diferentes personalidades e a sair do meu próprio mundo”, confidencia.

Hoje, vê o sacerdócio de forma mais concreta. “Já não é uma ideia idealizada. É algo com exigências reais”, refere. 

O discernimento, acrescenta, passa por um processo contínuo. “É um caminho vivido na responsabilidade, passo a passo”, sublinha.

“A minha família é o primeiro lugar da diaconia”

Luís Filipe Pinto chegou ao Diaconado Permanente depois de um convite inesperado do Pároco, Pe. Artur Coutinho, que o fez rever “um caminho já percorrido.”

A história pessoal, a f

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