Caminha: APA estima custo de até quatro milhões para recuperar paredão de Moledo

A reposição do paredão da praia de Moledo, no concelho de Caminha, que colapsou na última semana após a passagem de várias tempestades, poderá custar entre três e quatro milhões de euros. A estimativa foi avançada pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado.

Notícias de Viana
9 Mar. 2026 2 mins
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José Pimenta Machado Silva

Após uma visita ao local, o responsável explicou que a intervenção será feita em duas fases. A primeira será uma operação urgente para estabilizar o muro e reduzir riscos antes do início da época balnear. Segundo José Pimenta Machado, os trabalhos deverão arrancar dentro de cerca de 15 dias. “Temos para esta zona uma intervenção a dois tempos. Uma emergente e imediata para minimizar o impacto na época balnear, reduzindo o risco para pessoas e bens. A outra mais robusta e estrutural”, explicou aos jornalistas.

Numa segunda fase, será desenvolvido um projeto de requalificação mais profundo, que incluirá sondagens ao terreno e a reconstrução do paredão com maior resistência à ação do mar. O processo passará pelo lançamento de concurso público, contratação de projetistas e posterior adjudicação da empreitada.

A intervenção será realizada em articulação com a Câmara Municipal de Caminha e a Junta de Freguesia local.

José Pimenta Machado acrescentou ainda que, com o fim do período de tempestades, é provável que o mar devolva parte da areia retirada da praia. Ainda assim, sublinhou que não é possível garantir que a reposição natural seja equivalente ao volume perdido.

A APA deverá também assinar em breve um protocolo com a autarquia para financiar o projeto de recuperação do paredão de Moledo e a intervenção na duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora.

A presidente da câmara, Liliana Silva, lamentou os danos provocados pela derrocada, sublinhando o impacto económico num local fortemente dependente da época balnear e da chegada de turistas. Segundo a autarca, o mar “comeu, em altura, mais de um metro e meio de areia” naquela zona da praia.

A responsável destacou também a necessidade de intervir na duna dos Caldeirões e de resolver o forte assoreamento junto a uma rampa de socorro a náufragos.

c/ Lusa

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