A Câmara de Caminha anunciou que vai avançar com a elaboração do projeto para a reposição do paredão da praia de Moledo, atingido por um “abatimento significativo” devido à agitação marítima dos últimos dias. A intervenção será complexa, de elevado custo e deverá prolongar-se por vários meses, alertou a presidente da Câmara, Liliana Silva.
“Estamos a falar de uma empreitada muito grande, que não ficará concluída em quatro, cinco ou seis meses”, explicou a autarca. A reposição do paredão terá de respeitar as condições do mar e incluir sondagens para avaliar o estado da estrutura, que se encontra parcialmente oca e assente sobre areia em algumas zonas. “Até o bar que existe na proximidade poderia ter sido arrastado pelo mar”, acrescentou.
A Câmara sublinha que a intervenção realizada no início de fevereiro foi de caráter emergencial e evitou o colapso total da estrutura. Contudo, a instabilidade da costa voltou a afetar o paredão, reforçando a necessidade de uma solução estrutural definitiva.
Segundo Liliana Silva, a obra será financiada em parte pelo programa Portugal 2030, mas exigirá também um esforço financeiro significativo do município. O objetivo é “garantir a contenção do restante paredão” e “preparar a estrutura para a próxima época balnear, minimizando riscos para pessoas e bens”.
Além da intervenção física, a autarquia planeia medidas de monitorização contínua, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e reforçou o apelo à população para que não se aproxime da zona afetada.
c/ Lusa
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