A Praça da República, em Viana do Castelo, foi palco das primeiras Jornadas Populares promovidas pelo recém-criado Movimento Cívico Apartidário do Alto Minho (ManifestAM), que juntaram mais de 50 pessoas em prol do direito à habitação. A iniciativa assinalou a apresentação pública do movimento na capital do Alto Minho e procurou abrir espaço ao debate sobre o acesso à habitação.
Em declarações, uma das porta-vozes do movimento, Maria Alves, explicou que o objetivo da iniciativa, passou por proporcionar “um espaço de conversa, de debate coletivo sobre a habitação, numa mobilização pacífica e tranquila”. frisando que o movimento “luta pela proteção do direito à manifestação constitucionalmente inscrito e que vemos um bocadinho ameaçado recentemente.
A responsável adiantou que as Jornadas Populares serviram, também, para preparar a manifestação agendada para 14 de novembro, em articulação com as acampadas do Porto e de Lisboa, em defesa do “acesso ou manutenção de habitação digna”.
O encontro serviu para apresentar o manifesto do ManifestAM, que reúne as principais reivindicações do movimento em matéria de habitação. Para Maria Alves, “dentro do exercício da democracia, esta é uma forma mais direta e mais próxima da população para nos mobilizarmos e chamar a atenção para o tema da habitação”.
A porta-voz lamentou, contudo, o atraso no início da iniciativa, atribuindo-o à falta de fornecimento de energia elétrica, previamente solicitado à Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Questionada sobre a possibilidade de instalar tendas na Praça da República, à semelhança das ações de protesto promovidas no Porto e em Lisboa, Maria Alves afirmou que, para já, o movimento não considera necessária a ocupação do espaço, apontando que “podemos ocupá-la [Praça da República] com conversa, com diálogo, com oficinas de trabalho, construções para crianças, atividades que tragam as famílias e que nos aproximem da população”.
A responsável sublinhou ainda que o objetivo passa por criar “um espaço cordato, democrático, aberto”, em que as pessoas possam conhecer o movimento e participar no debate, “sem carga policial”, defenendo que “nenhuma manifestação pacífica merece uma carga policial”.
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