Bênção dos Caloiros desafia estudantes da UNIPVC a construir uma comunidade mais unida e inclusiva

A comunidade académica da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC) reuniu-se para a já tradicional Bênção dos Caloiros, que decorreu na Sé de Viana do Castelo. A cerimónia, organizada pela Pastoral do Ensino Superior, em parceria com a Federação Académica do IPVC, marcou simbolicamente o início do percurso académico dos novos estudantes que ingressaram, este ano, nas diferentes escolas da instituição.

Catarina Faria
3 Nov. 2026 2 mins

“Recém-chegados à comunidade académica, através do vosso estudo, os estudantes contribuem eficazmente para a construção de um mundo alicerçado na sabedoria e na justiça”. Estas foram algumas das palavras dirigidas aos estudantes que, há poucos meses, iniciaram o seu percurso académico na UNIPVC.

Na reflexão que antecedeu a bênção, o Pe. Renato Oliveira, diretor da Pastoral Universitária, destacou a importância da união e do sentido de pertença à comunidade académica, afirmando que “esta palavra que acabámos de escutar desafia-nos, como Universidade Politécnica, a sermos mais corpo, a sermos mais nós, a sermos mais comunhão”.

“Este tempo que estais a começar a viver não é só um tempo de aprender conteúdos, onde vos preparais para exercer uma determinada atividade profissional. É um tempo onde sois chamados a fazer uma experiência de comunidade, uma experiência de comunhão e de enriquecimento a partir das diferenças”

O sacerdote sublinhou, ainda, que a diversidade e a dispersão geográfica das diferentes escolas não devem constituir um obstáculo à união da instituição, defendendo que “estamos aqui em escolas diferentes, com percursos diferentes e, seguramente, com visões da vida e do mundo igualmente diferentes. Mas, acima de tudo, estamos aqui como membros da mesma universidade, da mesma comunidade académica”.

A complementaridade, a interdependência e a comunhão foram apontadas pelo responsável como dimensões fundamentais do percurso académico, num tempo que deve ser marcado pelo crescimento na diferença e pelo enriquecimento mútuo.

O Pe. Renato Oliveira destacou, também, a importância de construir uma comunidade académica inclusiva, atenta às fragilidades de cada um e capaz de promover a integração de todos. “Espera-se de uma comunidade académica, de jovens que estão a formar-se para ser, como dizia o Papa Francisco, artesãos do futuro, que seja verdadeiramente inclusiva, capaz de não deixar ninguém para trás”, afirmou, apelando a uma “atenção particular aos mais frágeis, àqueles que, por qualquer razão, são mais fragilizados, marginalizados ou excluídos”.

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