Viana do Castelo: Igreja de São Romão de Neiva acolheu concerto comemorativo dos 40 anos da Escola de Música de Esposende

A Igreja do Mosteiro de São Romão de Neiva, no concelho de Viana do Castelo, recebeu, no passado sábado, 17 de outubro, o concerto de abertura das comemorações dos 40 anos da Escola de Música de Esposende (EME). A adesão do público foi tanta que o espaço se revelou pequeno para acolher todos os que quiseram assistir ao espetáculo, que assinalou também o início da nova temporada da Escola Coral de Esposende.

Notícias de Viana
21 Out. 2026 3 mins
Legenda da Imagem:

Fotografia: Jorge Ferreira

Antes do concerto, o diretor pedagógico da EME, Carlos Pinto da Costa, recordou os fundadores António Nogueira e Macau Filipe, prestando homenagem a todos os que, há quatro décadas, acreditaram na criação de um espaço dedicado ao ensino da música e à promoção da cultura ao serviço da comunidade.

Desde 2001, a equipa liderada por Carlos Pinto da Costa tem procurado dar continuidade a esse projeto, acompanhando o percurso de várias gerações de alunos, alguns dos quais são hoje professores da própria instituição.

Atualmente, a Escola de Música de Esposende conta com cerca de 600 alunos, distribuídos pelos cursos de ensino artístico especializado, cursos livres, Escola Coral de Esposende, que integra o Coro de Pequenos Cantores, o Ars Vocalis e o Sonus Aura, oficinas de teatro e companhia Boca de Cena.

Durante a sessão, Carlos Pinto da Costa recordou o lema da instituição, “As primeiras notas nunca se esquecem”, e reafirmou o compromisso de continuar a desenvolver o projeto educativo e artístico da escola. “Não sabemos tudo o que os próximos 40 anos nos trarão. Sabemos, porém, o que nos cabe fazer: continuar a cuidar desta escola e lutar, afincadamente, para que sejam criadas condições de trabalho condizentes com o projeto educativo, artístico e cultural que já desenvolvemos”, afirmou.

A direção coral e a criação artística do espetáculo estiveram a cargo de Helena Venda Lima, acompanhada por Diogo Zão, ao piano, e Filipe Monteiro, na percussão. O concerto reuniu diferentes sonoridades e tradições musicais, num programa que destacou a diversidade do repertório coral e a importância da música enquanto expressão artística e forma de aproximação entre culturas.

O Ars Vocalis abriu a atuação com “Locus Iste”, motete composto por Anton Bruckner, em 1869. Seguiram-se “Good Night, Dear Heart”, de Dan Forrest, e “O Love”, de Elaine Hagenberg. O repertório passou ainda pela poesia galega, com “Ela non tornou máis”, de Juanjo Rodal, e terminou com “Hlohonolofatsa”, uma peça sul-africana com arranjo de Daniel Jackson, que trouxe maior energia à atuação.

Através destas interpretações, os jovens cantores convidaram o público a refletir sobre temas como a saúde mental, a solidão, o amor, a perda e a importância das relações humanas. A diversidade musical, entre a introspeção das primeiras peças e a vivacidade da composição sul-africana, foi acompanhada com atenção pela plateia, que correspondeu com aplausos no final de cada interpretação.

Por sua vez, o Coro de Pequenos Cantores de Esposende apresentou um repertório centrado na valorização das raízes portuguesas, procurando preservar a tradição e aproximar as novas gerações da sua herança cultural através da música coral. O grupo interpretou “Senhora da Bonança” e “São Lourenço”, com arranjos de António Capitão Ribeiro, e “Coro das Maçadeiras”, com arranjo de Mário Nascimento.

Na parte final do espetáculo, os dois coros uniram-se para interpretar “Baba Yetu”, de Christopher Tin, e “Tshotsholoza”, uma canção tradicional da África Austral. O momento conjunto encerrou a noite com uma celebração da diversidade cultural e da força do canto coletivo, perante uma plateia que se despediu dos coralistas com aplausos prolongados.

Em Destaque

Notícias atuais e relevantes que definem a atualidade e a nossa sociedade.

Opinião

Espaço de opinião para reflexões e debates que exploram análises e pontos de vista variados.

Explore outras categorias