Foi com a brisa do mar atlântico e com os pés bem assentes na Marina de Viana do Castelo que decorreu a apresentação do projeto de modernização e expansão do “maior ativo do concelho”. Empreitada com prazo, mas sem data para arrancar.
Na alçada da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), empresa pública que gere os portos do mar de Viana do Castelo e Leixões, a obra da nova marina é uma colaboração em conjunto com a Câmara vianense e a empresa Viana Rio, com vários objetivos que procuram tornar “tudo diferente a partir de hoje”, admitiu Luís Nobre, presidente da autarquia.
João Pedro Neves, presidente do Conselho de Administração da APDL, realçou que “este conjunto de investimentos é aquilo que é preciso fazer para que haja mais prosperidade agora neste segmento que é a náutica de recreio”. “O principal objetivo deste concurso é permitir a modernização, a renovação da parte náutica e depois acrescentar uma componente de valorização da cidade”, afirmou, acrescentando: “Os portos têm muito essa obrigação de para além de serem ativos logísticos para servir a economia, de serem também geradores de valor para a comunidade.”
Outro intuito é, também, “duplicar a capacidade existente e criar condições ótimas para a prática da náutica desportiva”, pontuou João Pedro Neves, reiterando que “é um investimento para o futuro, porque é um projeto revolucionário para as marinas de Viana do Castelo”. “Pela primeira vez, estamos a pensar as marinas não apenas como locais de paragem, mas como um verdadeiro ecossistema de inovação,desporto, lazer, turismo, sustentabilidade e desenvolvimento económico”, frisou.
Com um investimento previsto de cerca de 3.5 milhões de euros, a marina vianense poderá tornar-se uma “referência para outras marinas nacionais e internacionais”, sustentou Adérito Faneca, representante da Viana Rio, que apresentou o projeto. “Não vamos falar do passado, mas do futuro”, referiu. No entanto, Luís Nobre, não quis deixar, totalmente, o passado para trás, reforçando a ideia que este projeto está em cima da mesa há quase 22 anos, mas só agora é que foi possível pô-lo em prática.
A teoria parece simples, mas essa prática exige criar uma estrutura capaz de reunir serviços e empresas num único local, aliando a requalificação, a expansão, a sustentabilidade e a integração tecnológica. Tudo com um único intuito “construir uma marina adaptada às necessidades e segura para todos”, reiterou o apresentador.
A gestão da marina, segundo o representante da Viana Rio, terá de ser alterada, tornando-se “mais preventiva, eficiente e sustentável”, com a missão de “aumentar a atividade da doca”, seguindo um guia direto: reforçar a atividade turística do local, aumentar os postos de trabalho, criar novas infraestruturas e expandir o porto de mar para atrair novas embarcações.
Um dos principais alicerces do projeto gira à volta da criação do Centro de Desporto e Lazer que permitirá atrair novos investidores exteriores. O espaço nascerá junto à marina e contará com campos de ténis.
A empreitada ainda não tem data para arrancar, mas Tiago Mendes, investidor do projeto, anseia que seja ainda este ano, dado que o prazo é de três anos, até 2029.
Para o, também, representante da Viana Rio, este passo marca “uma nova era para Viana do Castelo e para a sua ligação histórica ao rio Lima e ao mar”. “A assinatura deste contrato de concessão representa muito mais do que um ato administrativo. Representa uma visão. Uma visão que une tradição, inovação e desenvolvimento, colocando Viana do Castelo na linha da frente das cidades náuticas da Península Ibérica”, sustentou.
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