A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a registar um aumento consistente das infrações por uso indevido de telemóvel ao volante, com mais de 40 mil casos detetados nos últimos três anos. A tendência é nacional, mas também se faz sentir no Alto Minho, circunscrito ao distrito de Viana do Castelo.
Segundo o comunicado recentemente divulgado, a GNR detetou, em média, cerca de 50 infrações por dia neste período, sublinhando que este comportamento “compromete gravemente a segurança de todos os utentes da via”.
A força de segurança alerta, ainda, que o uso de telemóvel durante a condução pode triplicar a probabilidade de acidente, devido à “distração cognitiva profunda” que reduz a capacidade de reação.
No distrito de Viana do Castelo, os números são mais baixos em termos absolutos, mas seguem o padrão nacional. Foram registadas 1.338 infrações em 2024, valor que caiu para 608 em 2025, uma descida significativa que, ainda assim, não afasta as preocupações das autoridades.
De acordo com a GNR, o fenómeno é transversal ao território e não se limita às zonas mais urbanas. “O incumprimento das normas de segurança continua a ser um desafio crítico para a segurança rodoviária”, refere o comunicado.
A nível nacional, 2025 registou o valor mais elevado do período analisado, com 18.631 infrações, um aumento de cerca de 8% face às 17.281 registadas em 2024. Já em 2026, os dados provisórios apontam para 4.179 infrações, apenas no primeiro trimestre.
Apesar de uma descida de 25,5% face ao mesmo período de 2025, a evolução mensal preocupa: março concentrou 1.688 infrações, mais 16,5% do que fevereiro, e mais 61,8% do que janeiro.
A GNR sublinha este agravamento recente como um sinal de alerta, apontando para a necessidade de reforçar a sensibilização. “Verificou-se um aumento acentuado nas deteções, reforçando a necessidade urgente de sensibilização para este comportamento de risco”, lê-se.
Os maiores volumes continuam concentrados nos distritos mais populosos, com Porto e Lisboa a liderar as estatísticas.
A GNR reforça que o uso de telemóvel ao volante deve ser encarado como um risco sério e não apenas como uma contraordenação. “Este hábito não é, apenas, uma infração legal, mas um perigo real”, sublinha, comparando os efeitos da distração aos da condução sob influência de álcool.
Entre as recomendações estão o uso moderado de sistemas mãos-livres, a preparação prévia de rotas e conteúdos antes da viagem e a paragem em segurança, sempre que seja necessário utilizar telemóvel.
A GNR garante que continuará a apostar em ações de fiscalização e sensibilização, com o objetivo de “reduzir comportamentos de risco e reforçar a segurança rodoviária em todo o território”.
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