As obras de conservação do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, deverão ficar concluídas até ao final do ano, num investimento que já ascende a cerca de dois milhões de euros, depois de um aumento associado ao encarecimento dos materiais de construção.
A intervenção está em curso desde outubro e encontra-se, segundo o responsável do santuário, numa fase intermédia.
O reitor Pe. César Maciel afirmou que os trabalhos no interior já foram praticamente concluídos. “Durante o inverno trabalhou-se no interior, nos paramentos interiores, as paredes, a recolocação de rebocos, a passagem de novas vias de eletricidade, de som, de videovigilância, de tudo o que é necessário hoje em dia para um edifício”, disse.
Situado na freguesia da Gavieira, em plena área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o santuário entrou agora na fase de intervenção exterior, que inclui a recuperação de portas, janelas e pintura geral do edifício, bem como a limpeza das torres. “Depois, será recuperado o adro, com a colocação de sanitários de apoio à igreja e a colocação do novo queimador das velas”, acrescentou o reitor.
A empreitada prevê ainda a requalificação da envolvente, incluindo um miradouro sobre a cascata existente junto ao santuário e a recuperação do escadório das Virtudes, considerado um dos elementos mais emblemáticos do conjunto arquitetónico. “O projeto prevê a recuperação de toda a área envolvente”, referiu o Pe. César Maciel, sublinhando que a intervenção não se limita ao edifício principal.
O orçamento da obra sofreu uma revisão face ao valor inicialmente previsto, que rondava 1,6 milhões de euros. Segundo o responsável, a principal razão está ligada à evolução dos preços no setor da construção. “Inicialmente, o investimento previsto rondava os 1,6 milhões de euros, mas o padre invocou os custos dos materiais de construção”, referiu.
O financiamento da intervenção resulta de várias fontes, combinando apoio comunitário, comparticipação da autarquia e contributo da confraria responsável pela gestão do santuário. “Os dois milhões de euros que estão agora a ser aplicados resultam de financiamento comunitário, da Câmara Municipal e do esforço da Confraria”, explicou.
c/ Lusa
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