Em janeiro de 2025, o relatório “Informação Mensal do Mercado de Emprego” do Instituto de Emprego e Formação Profissional mostra que estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 349.338 indivíduos desempregados, representando 71,9% de um total de 486.002 pedidos de emprego. No Alto Minho, existiam 5.946 desempregados inscritos.
De acordo com o relatório “Estatísticas Mensais por Concelhos” de janeiro, o número de desempregados no Alto Minho representa, aproximadamente, 1,7% do total de desempregados no Continente e Regiões Autónomas. Apesar da situação ser positiva face à realidade das outras regiões, os dados mostram que há mais mulheres que homens desempregados, que a faixa etária mais afetada se centra entre os 35 e os 54 anos, que o nível de escolaridade com maior número é o secundário, e que o maior motivo é o fim do trabalho não permanente.
Viana do Castelo é o concelho com mais desempregados (2.209), seguido de Ponte de Lima (789), Arcos de Valdevez (568), Valença (561), Caminha (443), Monção (403), Ponte da Barca (319), Vila Nova de Cerveira (290), Paredes de Coura (264) e Melgaço (100).
Todos os concelhos registaram mais mulheres do que homens desempregados, à exceção de Vila Nova de Cerveira: 150 homens e 140 mulheres. Relativamente à faixa etária, a maior parte dos desempregados tem entre 35 e 54 anos, mas em alguns concelhos, como Arcos de Valdevez (126), Caminha (112), Melgaço (21), Ponte da Barca (74), Paredes de Coura (61) e Ponte de Lima (203), o maior número de desempregados é de pessoas com 55 anos ou mais. Já nos concelhos de Monção (104), Valença (151), Viana do Castelo (535) e Vila Nova de Cerveira (78), a faixa etária mais afetada é a de entre os 25 e os 34 anos.
Quanto aos motivos, os concelhos de Caminha (30), Melgaço (10), Monção (34), Paredes de Coura (22), Valença (64), Viana do Castelo (276) destacam-se pelo fim de trabalho não permanente, enquanto os concelhos de Arcos de Valdevez (121), Ponte da Barca (73), Ponte de Lima (135) e Vila Nova de Cerveira (37) apresentam um maior número de desempregados devido a despedimentos.
O relatório “Estatísticas Mensais por Concelhos” mostra, ainda, que, durante o mês, se inscreveram 1.458 novos indivíduos, dos quais 172 foram colocados em novos empregos.
Crise no sector automóvel afeta mais de 600 trabalhadores
Em dezembro de 2024, a fábrica da Coindu, instalada em Arcos de Valdevez, fechou, deixando sem emprego 350 trabalhadores. Em janeiro deste ano, a assembleia de credores da fábrica Cablerías, declarada insolvente e com uma dívida de cerca de sete milhões de euros, aprovou, por unanimidade, a liquidação da empresa de Valença. No mesmo mês, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) anunciou que quarenta trabalhadores da Gestamp, fábrica de componentes para automóveis em Vila Nova de Cerveira, estão em risco de ficar sem emprego devido à crise no sector.
Segundo o SIMA, a decisão de encerramento da fábrica de Arcos de Valdevez aconteceu cerca de um mês após a compra da empresa pelo grupo italiano Mastrotto. Já o grupo Coindu garantiu estar a cumprir com os direitos legais e rejeitou a relocalização da produção daquela unidade na Tunísia, referindo que o encerramento “é consequência do fim-de-vida do cicl
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