Quatro igrejas históricas portuguesas, três delas localizadas no Alto Minho, vão receber cerca de cinco milhões de euros para obras de reabilitação e conservação, ao abrigo de novos protocolos entre a empresa pública ESTAMO, o Património Cultural e os respetivos municípios.
Os acordos serão assinados, em Lisboa, naquela que o instituto público Património Cultural descreve como “a segunda fase de um novo modelo de articulação” entre a ESTAMO, tutelada pelo Ministério das Finanças, e o organismo responsável pela salvaguarda do património cultural, sob tutela do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.
Segundo o comunicado divulgado, o objetivo passa por “fazer face à necessidade de intervenção urgente na reabilitação e conservação dos Monumentos Nacionais e de outro Património classificado”.
Entre os edifícios abrangidos estão a Igreja do Mosteiro de São João de Longos Vales, em Monção, a Igreja Paroquial de Refoios do Lima, em Ponte de Lima, e a Igreja de Sanfins de Friestas, em Valença. As igrejas de Longos Vales e Sanfins de Friestas estão classificadas como Monumento Nacional, enquanto a de Refoios do Lima tem estatuto de Imóvel de Interesse Público.
Também será alvo de intervenção a Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, na Lourinhã, igualmente classificada como Monumento Nacional.
O Património Cultural sublinha que esta fase sucede a um primeiro conjunto de intervenções que mobilizou 8,8 milhões de euros, abrangendo sobretudo igrejas e as muralhas modernas de Moura.
O modelo agora aplicado pretende “acelerar a recuperação de património degradado” através da articulação entre administração central, autarquias e a ESTAMO, empresa pública dedicada à gestão imobiliária do Estado.
c/ Lusa
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