O presidente da VianaFestas, Manuel Vitorino, revelou que foram detetadas quase 17 mil tentativas fraudulentas no processo de inscrição para o Desfile da Mordomia, situação que levou à suspensão temporária da plataforma e à reformulação do sistema de registo.
A questão foi levantada pelo vereador do Chega, José Belo, no período antes da ordem do dia da reunião do executivo municipal. Nesse momento, foram também apresentadas críticas ao processo de inscrição e ao modelo de gestão das festas, incluindo a participação de pessoas fora do concelho, com a defesa da “necessidade de critérios que valorizem a ligação local ao evento”.
Segundo dados apresentados pelo presidente da VianaFestas, o sistema registou milhares de tentativas automatizadas associadas a um número reduzido de endereços IP, tendo a organização considerado tratar-se de uma tentativa de perturbação do processo. “Foram 16.930 tentativas de inscrição bloqueadas”, afirmou Manuel Vitorino, sublinhando que o padrão detetado indica a utilização de mecanismos automáticos para sobrecarregar a plataforma.
Perante este cenário, a VianaFestas decidiu anular o procedimento inicial e reabrir as inscrições com novos mecanismos de validação. “Foi decidido anular aquilo que tinha sido feito e abrir novamente o processo”, explicou o responsável, referindo o reforço das medidas de segurança e a colaboração com entidades externas.
Entre essas medidas está a participação da PSP, num modelo de dupla verificação destinado a reforçar o controlo do acesso. “Introduzimos outras instituições, como a PSP, para fazer uma dupla certificação”, disse Manuel Vitorino.
A nova abertura das inscrições esgotou em cerca de uma hora e meia, tendo a organização identificado utilizadores que não conseguiram concluir o registo por terem ficado em lista de espera. “Conseguimos identificar pessoas que ficaram na sala de espera e não conseguiram completar a inscrição”, referiu.
O presidente da VianaFestas sublinhou ainda que a prioridade do processo passa por garantir a integridade e equidade do sistema. “O objetivo é garantir a integridade, equidade e transparência do processo de inscrição”, afirmou.
O caso foi entretanto comunicado à Comissão Nacional de Cibersegurança e às autoridades policiais, para apuramento da origem dos acessos considerados abusivos.
Em resposta às questões levantadas, Manuel Vitorino rejeitou qualquer ideia de desorganização, defendendo a robustez do sistema e sublinhando que a resposta foi “rápida e tecnicamente adequada”.
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