Caminha quer nova ponte para a Galiza e admite solução fluvial provisória com barco para 60 pessoas

A Câmara Municipal de Caminha quer avançar com a construção de uma ponte internacional sobre o rio Minho que ligue o concelho a A Guarda, na Galiza, mas admite que, até lá, será necessário reforçar a ligação fluvial com uma nova embarcação de menor dimensão.

Notícias de Viana
27 Mai. 2026 2 mins

“O que faz parte dos meus planos é a construção de uma ponte internacional que ligue Caminha a La Guardia. Até termos a construção efetiva dessa ligação, temos que ter aqui um meio de transporte para o lado espanhol”, afirmou a presidente da Câmara, Liliana Silva, à margem da assinatura de um protocolo para a futura Estação Salva-Vidas no concelho.

Segundo a autarca, está a ser estudada a aquisição de uma embarcação com capacidade para 50 a 60 passageiros, pensada para assegurar a travessia do Minho entre as duas margens. “É nisso também que estamos a trabalhar: numa embarcação para cerca de 50 a 60 pessoas”, acrescentou.

A solução, contudo, poderá depender das condições de navegabilidade do rio, atualmente afetado por assoreamento. “Estaremos dependentes do desassoreamento, se bem que depende da embarcação que poderá vir para Caminha. Se tiver um calado mais baixo, se calhar tem outras facilidades de navegação”, explicou Liliana Silva, sublinhando que a situação do rio se tem agravado nos últimos anos.

O antigo ferry “Santa Rita de Cássia”, que fazia a ligação entre Caminha e A Guarda desde 1995, não voltará ao serviço. “O ‘Santa Rita de Cássia’ não vai voltar a funcionar”, garantiu a presidente da autarquia, justificando a decisão com os custos de reparação, que estima em 1,4 milhões de euros. “É um valor totalmente incomportável para as finanças do concelho”, afirmou.

Enquanto isso, estão previstos trabalhos de intervenção no leito do rio. “Uma parte já vai avançar brevemente, junto ao pontão da Capitania, até por uma questão de segurança da nova Estação Salva-Vidas”, referiu a autarca, acrescentando que “já está a avançar o estudo para se fazer o desassoreamento também da restante parte do rio Minho”.

O rio Minho continua a ser, no concelho de Caminha, um dos principais obstáculos à mobilidade transfronteiriça. Apesar de existirem cinco pontes na região entre Portugal e Espanha, Caminha permanece dependente de ligação fluvial para garantir o acesso direto à Galiza.

A ligação por ferry entre Caminha e A Guarda tem sido marcada por interrupções frequentes ao longo dos anos, ora por avarias, ora por problemas de navegabilidade e assoreamento do canal, tendo ficado suspensa em definitivo em 2022.

c/ Lusa

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