O número de burlas associadas ao arrendamento de imóveis aumentou 89% no distrito de Viana do Castelo em 2025, contrariando a ligeira descida registada a nível nacional. A Guarda Nacional Republicana (GNR) alerta que o fenómeno está a expandir-se para fora dos grandes centros urbanos.
De acordo com os dados divulgados pela GNR, foram registadas 17 ocorrências no distrito de Viana do Castelo este ano, face a nove em 2024. “Verifica-se uma diversificação das áreas de atuação dos burlões”, sublinha a autoridade, indicando que o crime já não se concentra apenas em zonas turísticas ou metropolitanas.
A nível nacional, foram contabilizadas 725 burlas em 2025, uma redução de cerca de 5% em comparação com as 762 registadas no ano anterior. Ainda assim, o fenómeno mantém uma forte expressão, sobretudo em distritos com elevada procura imobiliária.
Faro lidera destacado, com 153 casos, cerca de 21% do total, seguido por Setúbal (91), Lisboa (86) e Braga e Porto, ambos com 72 ocorrências.
Segundo a GNR, o esquema mais comum passa pela publicação de anúncios falsos com recurso a fotografias de imóveis reais, acompanhados de preços apelativos. “O objetivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e exercer pressão psicológica”, refere a força de segurança.
As vítimas são frequentemente levadas a pagar um sinal para garantir o imóvel, sem qualquer visita presencial. “A burla é muitas vezes detetada apenas meses depois”, alerta a GNR, quando o contacto do anunciante deixa de estar disponível ou o imóvel não corresponde ao anunciado.
Com a aproximação de períodos de férias, as autoridades apelam à adoção de medidas de precaução. “A prevenção é a melhor ferramenta contra este crime”, reforça a GNR, recomendando que os interessados visitem sempre o imóvel, desconfiem de preços demasiado baixos e confirmem a identidade do anunciante antes de qualquer pagamento.
A GNR acrescenta que continua a acompanhar este tipo de criminalidade e apela à denúncia de situações suspeitas junto das autoridades.
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