O Bloco de Esquerda afirmou que vai acompanhar as intervenções previstas na Linha do Minho, depois de o Governo confirmar obras em 26 estações e apeadeiros.
De acordo com a resposta do Ministério das Infraestruturas e Habitação, existe um acordo entre a Infraestruturas de Portugal e a CP – Comboios de Portugal, que define que “as plataformas das estações com serviço Intercidades devem ter 220 metros de comprimento”, sendo de 150 metros nas restantes.
As intervenções incluem prolongamento e alteamento de plataformas, e arrancam já em 2026, em estações como Barcelos, Valença e S. Pedro da Torre, bem como no apeadeiro de Carreira. A partir de 2027, os trabalhos estendem-se a várias outras localidades ao longo da linha.
No caso de Viana do Castelo, o projeto está “em fase avançada”, prevendo-se uma intervenção mais ampla, que inclui via, catenária, sinalização e acessibilidades.
O contexto das obras está ligado a episódios recentes de constrangimento na Linha do Minho. A 2 de março, passageiros de um Intercidades proveniente de Valença foram obrigados a atravessar a linha a pé para conseguir embarcar na estação de Viana do Castelo, depois de o comboio ter sido direcionado para a linha errada, bloqueando temporariamente o atravessamento destinado aos passageiros.
A Infraestruturas de Portugal explicou que o erro foi “imediatamente identificado pelo Centro de Comando Operacional do Porto” e que o embarque decorreu “de forma absolutamente segura”, apesar do condicionamento da circulação em algumas carruagens.
O Bloco de Esquerda considera que estes episódios evidenciam problemas estruturais na Linha do Minho. Segundo o partido, “nas estações a norte de Nine, os comboios Intercidades não conseguem ficar totalmente acomodados na extensão da plataforma, obrigando passageiros a deslocar-se entre carruagens ou a sair fora da zona apropriada”, e defende que as obras devem garantir “condições de segurança e dignidade para todos os passageiros”.
Apesar da modernização e eletrificação da Linha do Minho concluídas nos últimos anos, um investimento total de 86 milhões de euros, cofinanciado em 68 milhões pelo programa Compete 2020, algumas limitações persistem.
O prolongamento e alteamento das plataformas visa corrigir estas falhas, adaptando a infraestrutura às exigências do serviço Intercidades, considerado estratégico para a mobilidade no Alto Minho.
(notícia atualizada a 26-03-2026)
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